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Pacto de segurança entre EUA e Iraque pode ser votado na quarta

Arquivo Geral

22/11/2008 0h00





Bagdá, order 22 nov (EFE).- O presidente do Parlamento iraquiano, more about Mahmoud Mashadani, disse hoje que a minuta do acordo de segurança entre EUA e Iraque pode ser votação pela câmara nesta quarta-feira, se houver consenso.

Parlamentares disseram à Agência Efe que, mesmo assim, Mashadani não descarta a possibilidade de que a votação aconteça antes desse dia, se os diferentes partidos políticos entrarem em acordo.

O debate sobre o polêmico pacto de segurança continuará amanhã após ser suspenso na quinta-feira pelos protestos dos deputados do Bloco Sadr, leal ao clérigo radical xiita Moqtada al-Sadr, e retomado hoje.

Por outra parte, o ministro da Defesa iraquiana, Abdel Kader Jassim Al Obeidi, advertiu que, em caso que as forças americanas se retirarem repentinamente do Iraque, o Governo iraquiano “deverá declarar o estado de emergência” para enfrentar o vazio de segurança.

Nesse sentido, ressaltou que “qualquer alternativa à assinatura desse pacto será um dado negativo. É preciso um calendário para que as tropas iraquianas se preparem para tomar posse da segurança e ocupar as posições deixadas pelos norte-americanos”.

Além disso, destacou que a presença de forças da coalizão multinacional, liderada pelos EUA, impede que os grupos armados ampliem seus ataques.

Ontem, milhares de seguidores de Al-Sadr se manifestaram no centro de Bagdá para rejeitar um acordo que consideram um processo de venda do Iraque e de seu povo.

O pacto regulará a presença de tropas americanas no país árabe depois de expirar o mandato concedido pelo Conselho de Segurança da ONU, cujo prazo vai até o final deste ano.

Após receber, há uma semana, o sinal verde do Conselho de Ministros iraquiano, a minuta do acordo deve ser aprovada pelo Parlamento e ratificada pelo Conselho Presidencial para sua entrada em vigor.

O texto estipula que antes de 30 de junho de 2009, terá que ser iniciada a retirada das tropas multinacionais das cidades e os povoados iraquianos, e antes de 30 de dezembro de 2011 de todo o território nacional.

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