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Ouro fecha em baixa, com sinais de dirigentes do Fed por alta de juros, e cai na semana

Após a última decisão do banco central e falas do presidente do Fed, Kevin Warsh, o dólar e os rendimentos dos Treasuries perderam força

Redação Jornal de Brasília

31/07/2026 15h06

ouro

Foto: David Gray / AFP

São Paulo, 31 – O contrato mais líquido do ouro fechou em baixa de mais de 1% nesta sexta-feira, 31, em uma sessão marcada por comentários de dirigentes do Federal Reserve (Fed) apontando para a uma possível alta de juros pela autoridade. Após a última decisão do banco central e falas do presidente do Fed, Kevin Warsh, o dólar e os rendimentos dos Treasuries perderam força, o que havia beneficiado o ouro. Por sua vez, a postura de alguns dos demais integrantes do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) hoje reverteu esta tendência e pesou nos preços do metal, que encerra a semana em baixa.

Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para agosto encerrou em baixa de 1,24%, a US$ 4.049,1 por onça-troy, caindo 0,51% na semana. No mês, o movimento foi de queda 0,8%. A prata para setembro caiu 2,08%, a US$ 57,78 por onça-troy, perdendo 1,9 na semana. No mês, a baixa foi de 4,5%.

A presidente do Fed de Cleveland, Beth Hammack, afirmou nesta sexta que votou a favor de uma alta de 25 pontos-base dos juros na reunião desta semana por considerar que a inflação segue “alta por tempo demais” e que a atual postura da política monetária não é suficientemente restritiva.

O presidente do Fed de Minneapolis, Neel Kashkari, defendeu que o Fed aperte a política monetária de forma gradual para reduzir o risco de a inflação se tornar persistente em um patamar mais alto. Ele afirmou que votou contra a decisão na reunião do Fomc nesta semana porque preferia elevar a taxas dos fed funds em 25 pontos-base.

A presidente do Fed de Dallas, Lorie Logan, afirmou nesta sexta-feira que as condições do mercado de trabalho, do consumo e dos mercados financeiros indicam que a política monetária dos Estados Unidos “não está restringindo a economia”, reforçando sua avaliação de que os juros deveriam ter sido elevados em 25 pontos-base (pb) na reunião desta semana.

Segundo a ferramenta FedWatch, do CME Group, a probabilidade de uma alta de 25 pontos-base (pb) em setembro passou de 55,3% há uma semana para 63,4% ontem e chegou a 67% nesta sexta.

Estadão Conteúdo

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