Menu
Mundo

Opositor que ligou Governo de Chávez a terrorismo e narcotráfico é detido

Arquivo Geral

23/03/2010 11h46

O opositor venezuelano Oswaldo Álvarez foi detido ontem à noite após ter declarado a um canal de televisão que o Governo do presidente do país, Hugo Chávez, violava direitos humanos e tinha vínculos com o terrorismo e o narcotráfico.

Depois de ter sido acusado formalmente na sexta-feira passada pela Procuradoria, Álvarez afirmou à imprensa que ratificava tudo o que disse em 8 de março em um programa da emissora privada “Globovisión” sobre os supostos vínculos do Executivo venezuelano com “violações dos direitos humanos, terrorismo e narcotráfico”.

A Procuradoria o acusou pelos crimes de “conspiração, instigação pública a delinquir e difusão de informação falsa”. O primeiro crime pode ser punido com pena de oito a 16 anos de prisão; o segundo, com pena de três a seis anos: e o terceiro, com pena de dois a cinco anos.

Álvarez é ex-governador do estado de Zulia (noroeste), ex-presidente da Câmara dos Deputados e ex-candidato presidencial. Ele disse que uma das fontes de sua acusação foi o expediente do juiz espanhol Eloy Velasco sobre a suposta cumplicidade do Governo com a organização terrorista ETA e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

Omar Estacio, advogado de Álvarez, disse hoje à “Union Radio” que seu cliente está sendo acusando de crimes “contra os poderes nacionais”, apesar de o que falou “não ter nada extraordinário” porque se limitou a comentar “um estudo citado por todo o mundo”.

Para o advogado, “não será fácil” defender Álvarez porque “todos estamos em liberdade condicional” na Venezuela.

A investigação contra Álvarez começou no dia 9 de março por causa da denúncia realizada pelos deputados governistas Manuel Villalba e Pedro Lander.

Para os parlamentares, Álvarez deveria ser “punido” por dizer que “a Venezuela se transformou em um centro de operações que facilita os negócios do narcotráfico” e sustentar que o Governo de Chávez, além de violar os direitos humanos, tem relações com a ETA e as Farc.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado