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Mundo

ONU retira parte de seu pessoal da Costa do Marfim

Arquivo Geral

06/12/2010 21h07

As Nações Unidas estão tirando da Costa do Marfim o pessoal não essencial para sua missão no país devido à situação de insegurança vivida após as eleições presidenciais, e o está enviando de forma temporária à Gâmbia.

“A medida afeta mais de 460 pessoas que, temporariamente, serão deslocadas da Costa do Marfim. A Missão continua e continuará à frente das principais tarefas de seu mandato”, confirmou nesta segunda-feira à Agência Efe o porta-voz do organismo internacional, Farhan Haq.

O porta-voz da ONU explicou que a decisão foi tomada devido “a situação de insegurança vivida na Costa do Marfim e de acordo com os procedimentos de atuação” do organismo internacional.

A Costa do Marfim se encontra imersa em uma crise política depois que a Comissão Eleitoral Independente (CEI) declarou Alassane Ouattara vencedor das eleições presidenciais, e que o Conselho Constitucional do país assegurou que o vencedor foi o atual governante, Laurent Gbagbo.

Trata-se de uma insólita situação que desembocou na existência de dois chefes de Estado e provocou um clima de tensão e de risco de guerra civil no país, onde a campanha eleitoral do segundo turno das presidenciais esteve marcada por violentos enfrentamentos entre os partidários dos dois candidatos.

Para a ONU, os números oferecidos pela Comissão Eleitoral Independente refletem a vontade expressada pelos eleitores marfinenses nas urnas, por isso o organismo deu seu apoio ao Governo formado por Ouattara.

No entanto, o Exército demonstrou sua lealdade ao Governo de Gbagbo e controla o sul do país, enquanto o norte está em poder da milícia das Forças Novas, partidárias de Ouattara, que não se desarmou após a guerra.

Um contingente de oito mil soldados da Operacao Das Nações Unidas na Costa do Marfim (ONUCI), aos quais se somaram 500 para as eleições, mantém a paz no país africano e serve de barreira para evitar confrontos entre os militares e as Forças Novas.

A decisão adotada nesta segunda-feira pela ONU se tornou pública horas depois que seu secretário-geral, Ban Ki-moon, reiterou sua “profunda preocupação” pela situação que persiste na Costa do Marfim após as eleições e assegurou que está em contato com vários líderes da região para tratar o ocorrido no país africano, segundo um comunicado de seu porta-voz.

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    06/12/2010 18h13

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    “A medida afeta mais de 460 pessoas que, temporariamente, serão deslocadas da Costa do Marfim. A Missão continua e continuará à frente das principais tarefas de seu mandato”, confirmou nesta segunda-feira à Agência Efe o porta-voz do organismo internacional, Farhan Haq.

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