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Mundo

ONU insiste em diálogo entre sérvios e kosovares para evitar violência

Arquivo Geral

06/07/2010 18h17

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, pediu hoje a sérvios e kosovares que se comprometam com o diálogo, depois dos incidentes da sexta-feira na cidade de Mitrovica nos quais uma pessoa morreu e outras 12 ficaram feridas.

O Conselho de Segurança comemorou hoje uma reunião sobre a situação do Kosovo, na qual interveio o chefe da missão interina de administração da ONU no Kosovo (Unmik), Lamberto Zannier, da mesma forma que o representante da UE, Yvo de Kermabon, o presidente da Sérvia, Boris Tadic, e o ministro de Relações Exteriores de kosovo, Skender Hyseni, entre outros.

“O secretário-geral pede às partes que se comprometam com o diálogo”, ressaltou Zannier, que também é o representante de Ban para o Unmik.

Na sexta-feira uma pessoa morreu e outras 12 ficaram feridas devido a explosão de duas granadas na cidade de Mitrovica, no norte do Kosovo, durante um protesto da comunidade sérvia contra os planos do Governo kosovar de abrir um escritório na área de maioria sérvia desta localidade.

Esse ataque durante a manifestação foi, segundo disse Tadic ao Conselho, “um ato de terrorismo claro e indiscutível. Os sérvios se manifestavam pacificamente e foram vítimas de um ato de violência não provocado”.

O presidente sérvio considerou, igualmente, que com essas ações as tensões interétnicas “aumentaram consideravelmente”.

“Os separatistas seguem descumprindo de maneira flagrante a lei internacional, rejeitando os princípios universais da Carta das Nações Unidas”, denunciou Tadic, que qualificou essa situação de “inaceitável”.

Ele pediu às instituições internacionais “uma reação mais enérgica” contra as tentativas de desestabilizar a situação e assinalou que a Sérvia não responderá às provocações.

A situação nesse território é estável, apesar da atmosfera volátil que se respira na regiões sérvias do norte do Kosovo, nas quais não se aceitou a independência unilateral proclamada por Pristina no dia 17 de fevereiro de 2008.

Os servo-kosovares respaldam a posição de Belgrado de que foi um ato ilegal e que a única autoridade legítima no território continua sendo a Unmik, que o administrou desde a guerra de 1999.

Até o momento 69 países reconheceram o estado do Kosovo entre os 192 que compõem a ONU, entre eles os Estados Unidos e 22 dos 27 integrantes da União Europeia (UE), como a França, Reino Unido e Alemanha.

Por sua vez, o ministro de Exteriores de Kosovo disse que “a Polícia do Kosovo está investigando o que aconteceu para levar os responsáveis a Justiça”.

A cidade de Mitrovica, no norte da ex-província sérvia do Kosovo, está divida em setores de população albano-kosovar e sérvia e foi no passado cenário de conflitos entre as duas comunidades.

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