A representante especial da ONU para a violência sexual nos conflitos, Margot Wallström, denunciou hoje que as Forças Armadas da República Democrática do Congo cometem abusos e violações dos direitos humanos.
Margot, que compareceu perante o Conselho de Segurança da ONU, assinalou que as forças de manutenção da paz no país africano (Monusco) “informaram que as Forças Armadas congolesas cometeram estupros” e participaram de assassinatos.
A representante especial da ONU qualificou de “inaceitável” e “inimaginável” a atuação das Forças Armadas da RDC, que teriam cometido esses atos nas mesmas comunidades que já sofreram, há alguns meses, a brutalidade de grupos como as Forças Democráticas para a Libertação de Ruanda (FDLR) e as milícias “Mai-Mai”.
No início de outubro, a Monusco deteve um dos rebeldes supostamente responsáveis pelo estupro de, pelo menos, 303 civis em uma região oriental do país.
Segundo dados da ONU, cerca de 200 guerrilheiros “Mai-Mai” e da FDLR são responsáveis pela violação de centenas de civis ocorrida durante uma ofensiva rebelde contra 13 povoados de Walikale, entre 30 de julho e 2 de agosto.
A diplomata pediu ao Governo da RDC que averigue esses novos fatos na região e expressou preocupação de que os civis sejam novamente vítimas desses ataques.