A companhia aérea Ocean Air usará a partir de hoje o nome comercial da colombiana Avianca, anunciaram fontes do Grupo Sinergy, que controla as duas companhias aéreas.
O presidente da Avianca no Brasil, José Efromovich, explicou que a mudança se deve a critérios de unificação comercial, depois que o Grupo Sinergy, controlado por seu irmão Germán e proprietário da Ocean Air, passou a controlar também a fusão da Avianca com a centro-americana Taca.
“A mudança de nome não é cosmética, mas é um gesto de afirmação, um passo fundamental para consolidar a empresa. O nome Avianca está sendo usado por contrato de utilização de marca. Uma marca de 90 anos e que faz parte do Grupo Sinergy desde 2004”, ressaltou José Efromovich em entrevista coletiva.
Segundo ele, o grupo se encontra em negociações para que Avianca-Taca adquira 20% de Ocean Air que juridicamente conservará seu nome original, e pela legislação brasileira deve manter 80% de capital nacional.
Efromovich esclareceu que as duas empresas não se integrarão totalmente e só uma pedaço da Ocean Air fará parte da Avianca Internacional.
Além da mudança de nome, a Ocean Air anunciou a incorporação a sua frota de quatro aeronaves Airbus A-319.
Está previsto que o primeiro avião comece a operar nos próximos dias uma rota entre as cidades de Porto Alegre, São Paulo, Brasília e Salvador.
O investimento para a aquisição dos novos aviões foi de 200 milhões de reais e deve aumentar em 30% a oferta de passagens, indicou o empresário.
A companhia estuda, além disso, alianças com instituições financeiras locais para oferecer linhas de crédito a usuários com recursos econômicos limitados.
O presidente da Avianca no Brasil antecipou que a empresa procura estabelecer novas rotas internacionais que não façam escala necessariamente em Bogotá, principal centro de operações da empresa.
Em 2009, a Avianca anunciou sua fusão com a Transportes Aéreos Centro-americanos (Taca), de El Salvador, negócio que a transformou na maior empresa latino-americana em número de rotas.
A Avianca-Taca estuda lançar uma oferta inicial de ações, ideia que surgiu em 2008 e foi suspensa depois pela crise, apontou Efromovich.