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Mundo

Obama receberá rei jordaniano para abordar paz no Oriente Médio

Arquivo Geral

10/01/2012 13h58

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, se reunirá com o rei Abdullah II da Jordânia em 17 de janeiro em Washington para abordar os esforços conjuntos para tentar retomar as conversas de paz entre israelenses e palestinos, informou nesta terça-feira a Casa Branca.

 

Obama receberá o monarca jordaniano no Salão Oval “para discutir uma ampla gama de questões econômicas e de segurança bilaterais e regionais”, detalhou a Casa Branca em comunicado.

 

A mansão presidencial destacou a “liderança” do rei Abdullah nos avanços em direção ao “objetivo comum” para conseguir “uma paz negociada entre israelenses e palestinos”.

 

Na terça-feira, a Jordânia acolheu uma reunião do Quarteto para o Oriente Médio (composto pelos EUA, a União Europeia, a Rússia e a ONU) e outra entre os negociadores chefe da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Saeb Erekat, e de Israel, Izhak Molkho.

 

Ambas se emolduram nos esforços por reativar as conversas diretas de paz, congeladas há 16 meses, quando os palestinos deixaram a mesa de negociação por causa da decisão de Israel de prosseguir com a construção de novos assentamentos em territórios ocupados.

 

Molkho e Erekat voltaram a reunir-se nesta segunda-feira em Amã e, apesar de manterem uma discussão franca, as divergências entre suas posições “persistiram”, segundo informou um porta-voz jordaniano.

 

Erekat já disse que não espera um grande avanço nas reuniões, a não ser que Israel se comprometa a frear a construção das colônias e aceite as fronteiras anteriores a 1967 para o futuro Estado palestino.

 

Por sua vez, o ministro das Relações Exteriores israelense, Avigdor Lieberman, acredita que os contatos não conduzirão a nada porque os palestinos foram “arrastados” à mesa de negociações.

 

Para Obama, a reunião com o rei jordaniano também será uma nova oportunidade para ressaltar “os fortes laços de amizade” entre os dois países, revelou a Casa Branca.

 

Além disso, o presidente americano quer demonstrar seu “apoio” às reformas que o monarca está realizando em seu país para que o Governo seja “mais transparente, incluindo a resposta as aspirações do povo jordaniano”.

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