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Obama promete toda a ajuda possível ao primeiro-ministro do Japão

Arquivo Geral

17/03/2011 10h43

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, prometeu ao primeiro-ministro do Japão, Naoto Kan, que seu Governo fará tudo o que puder para ajudar o Japão a se recuperar do terremoto e do tsunami que devastaram parte do país na sexta-feira passada e que deixou mais de 5,4 mil mortos.

O governante americano falou na noite de quarta-feira por telefone com Kan para analisar as consequências do terremoto e do tsunami, incluindo a situação na usina nuclear de Fukushima, informou a Casa Branca em comunicado.

“O presidente ressaltou que os EUA estão determinados a fazer tudo o que for possível para apoiar o Japão em seus esforços para superar os efeitos do devastador terremoto e do tsunami de 11 de março”, explicou seu porta-voz, Jay Carney.

Obama informou Kan sobre a ajuda que os EUA estão proporcionando ao Japão, a qual inclui equipes militares especializadas com experiência na resposta a emergências nucleares.

Por sua vez, Kan informou ao presidente americano das medidas que o Japão adotou para conter a emergência nuclear e para tentar controlar a situação.

Os dois líderes abordaram ainda as iniciativas iniciadas para proteger a população e os americanos que vivem no Japão.

A embaixada dos EUA em Tóquio recomendou na quarta-feira aos cidadãos americanos que vivam em um raio de 80 quilômetros da usina nuclear japonesa de Fukushima que deixem a área ou que se refugiem em suas casas se não puderem abandonar a região.

O Pentágono também não permitirá a seus soldados se aproximar a menos de 80 quilômetros da central danificada.

O responsável da Comissão Reguladora Nuclear dos EUA, Gregory Jaczko, disse na quarta-feira no Congresso que se esgotou a água no depósito de combustível do reator 4 de Fukushima e que os níveis de radiação são “extremamente elevados”.

Ele disse ainda que se ocorresse uma situação comparável nos EUA, o Governo recomendaria um raio de evacuação muito maior que o que o Japão estabelece atualmente.

O secretário de Energia americano, Steven Chu, enviou detectores ao Japão para medir a possível contaminação, informou o Departamento de Estado.

No entanto, o Governo japonês assegurou nesta quinta-feira que por enquanto não há planos de ampliar a área de evacuação além do raio estabelecido de 20 quilômetros da usina nuclear de Fukushima.

Cerca de 200 mil pessoas tiveram que sair da área nos ultimos dias, enquanto às que vivem em um raio de 20 a 30 quilômetros foi recomendado que não saiam de suas casas, fechem as janelas e não liguem o ar-condicionado.

Nesta quinta-feira, as autoridades japonesas aumentaram em 28 mil o número de pessoas que tiveram que deixar as localidades próximas à usina nuclear.

Enquanto isso, os EUA autorizaram a saída das famílias dos diplomatas americanos que estão em Tóquio, Nagoya e Yokohama que queiram abandonar o nordeste do Japão.

Ao todo, são cerca de 600 famílias, informaram na noite de quarta-feira o subsecretário de Estado para Assuntos de Gestão, Patrick Kennedy e o subsecretário de Estado para Assuntos Energéticos, Dan Poneman.

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