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Obama e rei da Jordânia pedem diálogo "sério" entre israelenses e palestinos

Arquivo Geral

17/01/2012 22h18

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e o rei Abdullah II da Jordânia se comprometeram nesta terça-feira a manter contatos intensos para encorajar israelenses e palestinos a negociar “de modo sério” em favor da paz no Oriente Médio.

Ao término de uma reunião nesta terça-feira no Salão Oval da Casa Branca para tratar sobre as negociações entre israelenses e palestinos, os distúrbios na Síria e a situação no Irã, Obama expressou seu agradecimento ao rei jordaniano pela “grande liderança” do monarca em relançar as conversas de paz entre as duas partes.

Segundo Obama, ambos abordaram a importância de continuar intensamente as consultas mútuas para encorajar palestinos e israelenses a “retornar à mesa de negociações e tratar de modo sério sobre uma maneira pacífica de progredir”.

A Jordânia foi a sede de três reuniões entre israelenses e palestinos neste mês para buscar uma maneira que permita restabelecer as conversas diretas de paz, estagnadas desde setembro de 2010.

O rei jordaniano afirmou que, “embora estejamos dando os primeiros passos, temos de manter os dedos cruzados e esperar que possamos tirar israelenses e palestinos do ponto morto”. Até o momento, essas conversas parecem ter dado poucos resultados.

Em relação à crise político-social na Síria, Obama lembrou que Abdullah II foi o primeiro líder a reivindicar a saída do presidente Bashar al-Assad do poder de Damasco. O presidente americano elogiou o monarca da Jordânia pela iniciativa: “Quero agradecer-lhe por sua disposição a dar um passo à frente”.

“Infelizmente, continuamos vendo níveis inaceitáveis de violência nesse país”, destacou Obama.

A violenta repressão que o governo em Damasco realiza contra seus opositores há dez meses suscitou grandes preocupações na Jordânia, país que, no entanto, registrou pouca mobilização popular desde o início da chamada Primavera Árabe.

Abdullah II vem promovendo uma série de reformas, inclusive a realização de eleições parlamentares, para evitar um contágio mais sério da Primavera Árabe.

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