O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, assegurou hoje que ele e seu Governo não descansarão “até encontrar” os envolvidos na tentativa de atentado contra o voo da Northwest Airlines que ia de Detroit para Amsterdã e levá-los à Justiça.
O responsável pela tentativa, ocorrida no último dia 25 e cuja autoria foi assumida hoje pelo grupo terrorista Al Qaeda na Península Arábica, foi o nigeriano Umar Farouk Abdulmutallab. O avião tinha 278 pessoas a bordo.
Em declarações à imprensa concedidas no Havaí, onde passa as festas de final de ano com a família, Obama assegurou que o Governo dos EUA está fazendo tudo o que está ao seu alcance para manter a segurança dos viajantes nesta época.
“Esta tentativa (de ataque terrorista) serve para nos lembrar a grave ameaça contra nosso país”, disse Obama.
Segundo o presidente americano, o Governo do país “intensificou a inspeção de passageiros e bagagens” e aumentou o número de policiais que viajam armados em voos para agirem no caso de um ataque.
Obama acrescentou que ordenou uma revisão do “sistema de lista de vigilância, porque embora o nome deste suspeito estivesse na lista, não aparecia como uma pessoa que deveria ser impedida de subir em um avião”.
Além disso, o presidente americano relatou que foi ordenado um estudo das medidas de inspeção de passageiros e bagagens “para determinar como foi possível que este suspeito subisse em um avião comercial com materiais explosivos”.
Mais cedo hoje, a secretária de Segurança Nacional americana, Janet Napolitano, reconheceu que o sistema de prevenção de ataques terroristas “falhou miseravelmente” no caso do voo entre Amsterdã e Detroit.