O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, considerou “uma vitória de todos” a decisão do Tribunal Supremo de aprovar nesta quinta-feira sua proposta de reforma do sistema de saúde do país, e pediu que não sejam reiniciadas as discussões políticas que dividiram o país durante sua tramitação, há três anos.
“Não fiz isso pensando que era bom politicamente, o fiz pensando que era bom para o conjunto da nação”, afirmou o governante em um pronunciamento na Casa Branca no qual lembrou os benefícios que a lei concede a cada cidadão. “As pessoas que têm a capacidade de contratar um seguro devem e têm a responsabilidade de adquirí-lo”, disse Obama em referência à lei que obriga os americanos sem cobertura a obter um seguro médico, disposição declarada constitucional pela Suprema Corte hoje.
O presidente disse que as discussões sobre quem ganhou ou perdeu com a sentença “equivocam o problema”. “O país não pode se permitir brigar nas mesmas batalhas políticas. Esta é a hora de avançar”, enfatizou. Obama, que se pronunciou poucas horas depois da decisão do Supremo de manter dentro da constituição as partes principais de sua reforma aprovada em 2010, lembrou por exemplo que, a partir de agora, as seguradoras não poderão rejeitar como clientes pessoas que já tenham sofrido doenças.
“Se você é um dos mais de 250 milhões de americanos que já têm cobertura de saúde, manterá sua cobertura, esta lei só a transforma em mais segura e acessível”, acrescentou. Obama também lembrou que as companhias de seguros médicos não poderão impor limites à quantidade de cuidados que seus assegurados devem receber, e não poderão discriminar crianças com histórico de doenças.
O presidente enumerou as vantagens que a reforma está trazendo progressivamente, como o fato de jovens adultos de até 26 anos estarem incluídos nas apólices de seus pais enquanto estudam e não podem pagar por sua própria apólice. Obama lembrou que os americanos que ainda não têm seguro poderão optar, a partir de 2014 por “um leque de seguros privados de qualidade e acessíveis”. “Tenho certeza de que, quando olharmos para trás daqui a cinco, 10 ou 20 anos, estaremos melhor, porque tivemos a coragem de aprovar esta lei, mantê-la e seguir adiante”, concluiu Obama