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Número de mortos por causa do "Agatha" passa para 158 na Guatemala

Arquivo Geral

04/06/2010 14h03

O número de mortos causado pela tempestade tropical “Agatha” na Guatemala subiu para 158, sendo que 101 pessoas ainda estão desaparecidas, informou hoje a Coordenadora Nacional para a Redução de Desastres (Conred).

O último relatório oficial precisa que 158 pessoas morreram, 101 estão desaparecidas e 147 feridas devido ao fenômeno.

A Conred disse que mantém o alerta vermelho institucional a fim de continuar com a ajuda humanitária aos milhares de desabrigados e recomenda à população que mantenha a calma e fique alerta sobre os planos de reabilitação que o Governo impulsiona.

As autoridades instalaram uma ponte aérea para levar ajuda ao interior do país. No projeto participam aeronaves dos Estados Unidos, México e de um clube privado da Guatemala, entre outros.

Até agora, segundo a Conred, foram levadas 349,35 toneladas de ajuda para os desabrigados por via terrestre e aérea.

O Ministério da Saúde Pública informou hoje que adotou medidas para evitar doenças nas áreas que estão inundadas. A Organização Pan-americana da Saúde (OPS) advertiu ontem sobre o risco de problemas respiratórios e de diarréias após a passagem devastadora do “Agatha”.

As perdas econômicas provocados pela primeira tempestade tropical do Pacífico na Guatemala ainda não foram quantificadas, mas estima-se que são milionários já que o “Agatha” danificou centenas de plantações.

Centenas de casas também foram destruídas, assim como estradas e pontes.

A Conred também informou que já iniciou o plano de recuperação e reconstrução do país sob quatro eixos.

O primeiro se refere à assistência humanitária e meios de subsistência, cujo objetivo é fornecer as melhores condições de segurança alimentar e física das pessoas afetadas pelo desastre.

O programa contempla acesso a alimento e água para consumo humano, um teto mínimo, fornecimento de energia elétrica, restabelecimento de infraestrutura viária e estabelecimento de serviços básicos de saúde e educação.

Enquanto o eixo de reativação econômica será focado no reatamento da produtividade não-agrícola, nos serviços turísticos, recuperação da pesca e atividade portuária, acesso a serviços financeiros, abastecimento energético, recuperação de infraestrutura viária e manutenção da estabilidade macroeconômica do país.

O eixo de adaptação e mitigação da mudança climática dará prioridade a melhorar a capacidade de resposta social perante as ameaças.

Por sua vez, o eixo de fortalecimento institucional fortalecerá a presença em territórios onde funciona o Sistema de Operações de Emergência, melhorará mecanismos de comunicação e coordenação intergovernamental, fortalecerá a capacidade de gestão e resposta perante emergência em particular da Conred e o Instituto Nacional de Sismologia, Vulcanologia, Meteorologia e Hidrología (Insivumeh).

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