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Novo governo do Marrocos promete busca pela igualdade entre sexos

Arquivo Geral

19/01/2012 16h21

O presidente do governo do Marrocos, o islamita Abdelilah Benkirane, apresentou nesta quinta-feira (19) seu programa de trabalho, no qual se comprometeu a consolidar a igualdade entre homens e mulheres e garantir as liberdades públicas no país.

 

Entre as linhas principais de seu programa – apresentado ante as duas câmaras do Parlamento em sessão plenária – Benkirane afirmou que trabalhará na criação de uma instância especial para lutar contra todos os tipos de discriminação contra a mulher.

 

Ele prometeu apoiar a estabilidade familiar das viúvas e das mulheres em situação precária, assim como sustentar a nomeação de mulheres em cargos de responsabilidade e a promoção da cultura de direitos e liberdades, respeitando a dignidade das mulheres.

 

O novo Gabinete de Benkirane, composto por 30 ministros, é integrado por apenas uma mulher, Bassima Hakaui – do Partido Justiça e Desenvolvimento (PJD, islâmica), o principal do governo -, nomeada ministra de Solidariedade da Mulher e da Família.

 

Vários observadores consideraram a nova composição do governo como um retrocesso em relação aos executivos anteriores, já que o governo anterior dirigido por Abbas el-Fassi, secretário-geral do Partido Istiqlal (PI, nacionalista), contava, em 2007, com sete mulheres.

 

Em carta aberta publicada pela agência oficial de notícias marroquina “MAP”, 15 associações feministas marroquinas pediram nesta quinta-feira a Benkirane que “corrija a injustiça” sofrida pelas mulheres na composição do novo governo.

 

Benkirane afirmou que buscará garantir o exercício das liberdades públicas e atualizar o arsenal jurídico que rege essas liberdades, especialmente com a revisão do Código de Processo Penal, levando em conta os compromissos internacionais do Marrocos.

 

No plano econômico, o governo de Benkirane se comprometeu a obter uma taxa de crescimento de 5,5% ao ano, reduzir a taxa de desemprego a 8% e manter a taxa de inflação ao redor de 2%. Ele insistiu em alcançar uma taxa de crescimento “forte, sustentável e geradora de oportunidades de emprego”.

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