O presidente da Autoridade Metropolitana do Transporte (MTA) de Nova York, Jay Walder, rejeitou a ideia de proibir comer no metrô, proposta por alguns membros do organismo nesta semana depois de uma polêmica surgida na internet por causa de um vídeo postado no YouTube.
“Este é um sistema pelo qual cinco milhões de pessoas passam por dia, não tenho certeza de que proibir a comida seja realmente prático nem possível de ser aplicado”, disse Walder na reunião mensal mantida pela direção da MTA, publica nesta quinta-feira o jornal “Daily News”.
“Acho que todos temos a responsabilidade de tentar tratar nosso sistema de metrô e os demais passageiros com respeito. Acho que isso se estende também à comida”, acrescentou o principal responsável da Autoridade Metropolitana do Transporte nova-iorquino.
Dessa forma, Walder descartou a proposta de proibir alimentos no metrô realizada na segunda-feira por alguns membros da MTA, que alegaram que a comida no meio de transporte da cidade produz lixo que atrai os ratos e provoca incêndios nas vias.
A proposta surgiu depois de uma polêmica que surgiu na internet no último fim de semana sobre o tema por causa de um vídeo postado no YouTube que já recebeu mais de 88 mil visitas.
A gravação mostra uma mulher que começa a criticar com uma jovem que come um prato de espaguete no metrô.
O tom da discussão vai aumentando até que a jovem taca o prato de comida sobre a mulher.
A briga provocou uma árdua polêmica na internet, onde partidários e detratores de comer no metrô nova-iorquino começaram uma longa discussão nos comentários do vídeo no YouTube, onde 752 pessoas já deixaram suas impressões sobre o caso.
“O metrô é um lugar público, não a sala da sua casa. O odor do corpo das pessoas já é bastante ruim para ainda termos que sentir o desagradável cheiro da comida”, diz um desses comentários, enquanto outros defendem a jovem como alguém “que estava apenas tentando comer rápido antes de chegar a seu destino”.
O debate sobre a necessidade de melhorar a limpeza no metrô nova-iorquino começou em janeiro por causa de outro vídeo publicado no YouTube, que mostrava um rato acordando um passageiro ao subir em seu rosto.