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No Japão, premiê Kishida considera dissolver seu partido, após abertura de investigação

Mais cedo, fontes revelaram que procuradores do Japão irão investigar um antigo contador do partido de Kishida

Redação Jornal de Brasília

18/01/2024 9h15

Foto: AFP 2021/Philip Fong

O primeiro-ministro do Japão, Fumio Kishida, anunciou nesta quinta-feira, 18, que está considerando dissolver parte do seu partido, na esteira de notícias sobre a abertura de uma investigação de um escândalo envolvendo uso indevido de fundos de campanha, informaram veículos da mídia japonesa.

Em coletiva de imprensa, Kishida afirmou que se dissolver o Partido Liberal Democrata (PLD) “contribuir para restaurar a confiança na política, vamos considerar desfazer a nossa facção Kochi-kai”, de acordo com o jornal Fuji News Network (FNN).

Mais cedo, fontes revelaram que procuradores do Japão irão investigar um antigo contador do partido de Kishida, em função de um escândalo de fundos de campanha, noticiou o Kyodo News. Segundo as fontes, o ex-tesoureiro da facção – da qual Kishida saiu no início de dezembro – deverá ser acusado, nesta sexta-feira (19), de não ter declarado cerca de 30 milhões de ienes (US$ 203 mil) em um período de três anos até 2020, disseram as fontes.

Os promotores têm investigado várias facções do PLD em meio a alegações de que elas não informaram a receita de festas para arrecadação de fundos, violando a lei de controle de fundos políticos. Conforme a reportagem do Kyodo News, autoridades do governo relataram que, após a notícia de abertura das investigações, a facção Kochi-kai apresentou ao Ministério de Assuntos Internos e Comunicações uma correção nos relatórios de fundos políticos de três anos até 2022. A facção de Kishida admitiu não ter informado sua receita previamente, atribuindo a causa a erros na contabilidade.

Na semana passada, o escritório de Promotores Públicos do Distrito de Tóquio já havia realizado sua primeira prisão relacionada ao escândalo, ao deter o ex-vice-ministro da Educação Yoshitaka Ikeda, abalando a liderança de Kishida, em um governo já conhecido por sua impopularidade.

Estadão Conteúdo

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