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Netanyahu defende parceria com Trump na guerra do Irã e justifica ataques contra Líbano

O Hezbollah não pode invadir Israel e fazer como o Hamas fez”, explicou, sem detalhar as declarações de Trump na ligação que realizaram na semana.

Redação Jornal de Brasília

03/06/2026 12h40

Foto: MANDEL NGAN / AFP

Foto: MANDEL NGAN / AFP

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que sua relação com o presidente dos EUA, Donald Trump, não mudou e que ele possui “muitos acordos” com o mandatário americano. Em entrevista para a CNBC nesta quarta-feira, 3, o premiê disse que Trump “é o melhor amigo que Israel já teve” e entende que o Líbano foi feito refém pelo Hezbollah, buscando justificar as ofensivas israelenses em Beirute.

“Estamos tentando enfraquecer o Hezbollah para que um Líbano livre possa emergir, precisamos desmilitarizar o Líbano. O Hezbollah não pode invadir Israel e fazer como o Hamas fez”, explicou, sem detalhar as declarações de Trump na ligação que realizaram na semana. “Estamos enfrentando um inimigo Hezbollah que quer nos destruir”.

Sobre a guerra com o Irã, Netanyahu alegou que o regime iraniano “está muito mais fraco”, mas ressaltou que o conflito ainda não terminou. Segundo ele, é preciso encontrar uma maneira de retirar o material nuclear de Teerã e as forças israelenses e americanas estão preparadas para entrar no Irã, se necessário.

“Trump e eu concordamos nos principais pontos em relação ao Irã. Se for necessária uma escalada militar, acatarei a decisão de Trump. Ele está avaliando várias opções. Conversamos uma vez a cada dois dias”, mencionou.

Netanyahu alertou que é possível uma opção militar para abrir o Estreito de Ormuz, um dos principais pontos de divergência para alcançar um entendimento para encerrar a guerra.

Estadão Conteúdo.

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