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Moscou oferece ajuda diplomática a supostos espiões russos detidos nos EUA

Arquivo Geral

01/07/2010 11h18

O Governo russo ofereceu hoje assistência diplomática aos dez supostos espiões detidos nos Estados Unidos sob a acusação de trabalhar para a Rússia e pediu a Washington mais informações sobre estes incidentes.

“Se os detidos necessitarem deste tipo de assistência, a ofereceremos plenamente”, declarou em entrevista coletiva o porta-voz da Chancelaria russa, Andrei Nesterenko, ao ser questionado sobre se Moscou se propunha ajudar os acusados de espionagem.

Após Washington divulgar a captura dos supostos espiões, Moscou declarou que a maioria deles são “cidadãos russos que foram parar no território americano em outros tempos”, e negou que estes cometessem atos dirigidos contra os interesses dos EUA.

“Proteger os cidadãos russos no estrangeiro é uma obrigação sagrada de nossas missões diplomáticas e de seus departamentos consulares em outros países”, ressaltou Nesterenko.

O diplomata insistiu que Moscou ainda não recebeu informações suficientes de Washington sobre este caso.

Enquanto isso, o representante do Kremlin para a defesa dos direitos dos menores, Pável Astájov, expressou sua preocupação com o futuro dos filhos dos casais presos.

“Não se pode permitir que os direitos das crianças sejam violados e que eles sejam hospedados em orfanatos caso tenham familiares dispostos a acolhê-los temporariamente”, ressaltou Astájov em comunicado.

Segundo as autoridades americanas, oito pessoas foram detidas no domingo passado sob a acusação de realizar durante um “longo período de tempo” missões encobertas nos Estados Unidos atuando como agentes para a Rússia.

Além disso, outras duas pessoas foram presas por participar, supostamente, de um programa da inteligência russa.

Um total de 11 pessoas, incluindo os dez presos no domingo, são acusados de “conspiração” por atuar de maneira “ilegal” como agentes russos em território americano.

Além disso, nove dos detidos presos enfrentam acusações por “lavagem de dinheiro”.

Tanto Moscou como Washington expressaram sua esperança de que a nova etapa de relações com Moscou não seja afetada por este incidente, que ocorre poucos dias depois de uma visita do presidente russo, Dmitri Medvedev, aos Estados Unidos.

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