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Morreu Ramiro Valdés, um dos líderes da Revolução Cubana

“A partida física do Comandante da Revolução Ramiro Valdés Menéndez dói profundamente, como a de um pai”, publicou no X o chefe de Estado

Redação Jornal de Brasília

21/06/2026 17h30

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ADALBERTO ROQUE / AFP O ex-vice-presidente José Ramón Machado Ventura, o comandante Ramiro Valdés Menéndez e o ex-presidente cubano Raúl Castro conversam durante a Marcha das Tochas no 170º aniversário do nascimento do herói nacional cubano José Martí, em Havana, em 27 de janeiro de 2023. Ramiro Valdés Menéndez, um colaborador próximo dos irmãos Fidel e Raúl Castro e fundador dos serviços de inteligência cubanos, faleceu aos 94 anos, anunciou o presidente cubano Miguel Díaz-Canel em 21 de junho de 2026.

Ramiro Valdés, que teve uma relação próxima com os irmãos Fidel e Raúl Castro e fundou o serviço de inteligência cubano, morreu, aos 94 anos, anunciou neste domingo o presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel.

“A partida física do Comandante da Revolução Ramiro Valdés Menéndez dói profundamente, como a de um pai”, publicou no X o chefe de Estado. “Cada ato da vida do Comandante Ramiro foi marcado por sua lealdade absoluta à liderança de Fidel e Raúl, aos seus companheiros de luta.”

Valdés era um dos poucos que ostentavam em Cuba o título de Comandante da Revolução. Juntamente com o ex-líder Raúl Castro, 95, ele foi um dos últimos sobreviventes da expedição do iate Granma de 2 de dezembro de 1956, ponto de partida da Revolução Cubana.

Durante a guerrilha contra o ditador Fulgencio Batista, liderada por Fidel Castro (1926-2016), Valdés foi o segundo do líder revolucionário argentino Che Guevara. Membro do Partido Comunista de Cuba, ele atuou como ministro do Interior e criou o G2, serviço de segurança do Estado (inteligência).

Sempre trajando seu uniforme militar em aparições públicas, Valdés dedicou os últimos anos de sua vida a apoiar Díaz-Canel, primeiro presidente não pertencente à família Castro desde o triunfo da Revolução.

Segundo Michael Shifter, membro do think tank Diálogo Interamericano, “como Ministro do Interior, Valdés lidou com a etapa mais dura do confronto dos anos posteriores a 1959” entre o governo revolucionário e grupos que pegaram em armas contra ele.

AFP Conteúdo

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