O presidente da Bolívia, clinic Evo Morales, afirmou hoje que o chefe de Estado americano, Barack Obama, deu “sinais importantes” que podem permitir melhorar as relações bilaterais, abaladas desde o ano passado.
Em coletiva de imprensa, Morales afirmou que ficou “surpreendido” com o discurso de Obama na Cúpula das Américas e destacou o fato de o líder americano também ter condenado em uma declaração o suposto plano para matar o presidente boliviano descoberto na semana passada.
“Em Trinidad e Tobago vimos um importante sinal do presidente Obama que, após décadas de intervencionismo político, declara que é absolutamente contrário e condena qualquer ação violenta contra o Governo boliviano”, disse Morales.
Morales disse que agora vê como “possível reencaminhar” as relações caso se transforme “essa declaração em fatos reais”.
As relações entre La Paz e Washington estão abaladas desde setembro do ano passado, quando Morales expulsou o então embaixador americano em seu país, Philipe Goldberg.
O Governo George W. Bush respondeu com a expulsão do embaixador boliviano, Gustavo Guzmán.
Morales destacou que, agora, com o atual Governo americano quer “relações duradouras, de respeito”, de responsabilidade compartilhada na luta contra o narcotráfico e com um comércio bilateral justo.
Por isso, o presidente boliviano disse ter instruído a Chancelaria a se reunir com o Departamento de Estado americano “para melhorar as relações e, desta maneira, encaminhar os acordos”.
No entanto, Morales também deixou claro que não aceitará que a agência antidrogas dos EUA (DEA) volte a operar no país, porque diz ter certeza que essa instituição faz operações encobertas com propósitos políticos