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Mundo

Montenegro segue reconhecendo Kosovo mesmo sob ameaça da oposição

Arquivo Geral

15/10/2008 0h00

O primeiro-ministro de Montenegro, Milo Djukanovic, thumb declarou hoje que seu Governo não recuará sobre o reconhecimento da independência do Kosovo, decease apesar da ameaça dos partidos opositores de exigir um referendo ou eleições antecipadas, anulando essa medida caso não seja atendido.

Djukanovic reiterou no Parlamento que a decisão não foi “precipitada”, como diz a oposição dos partidos pró-sérvios, mas “tomada no melhor interesse de Montenegro”.

Hoje se completava o prazo dado pela oposição ao Governo para retirar sua decisão sobre o Kosovo ou convocar um referendo a respeito.

A oposição adiantou que pedirá a convocação de eleições parlamentares antecipadas.

Na segunda-feira passada, os partidos opositores convocaram, em Podgórica, um protesto em massa para expor suas reivindicações, que terminou em confrontos com a Polícia e causando 30 feridos, muitos deles agentes, e mais de 40 detidos.

Governo e oposição se responsabilizam mutuamente de haver provocado os incidentes.

Um dos líderes opositores, Andrija Mandic, declarou greve de fome como protesto contra o reconhecimento do Kosovo.

A oposição afirma que essa decisão causará profundas divisões e tensões em Montenegro e deteriorará as relações com a Sérvia, o vizinho mais próximo e com o qual formava um Estado único há até dois anos.

O Governo montenegrino reconheceu no dia 9 a independência do Kosovo e argumentou que a decisão se fundamenta nos interesses estratégicos do país, que são o ingresso nas organizações européias e atlânticas, e a estabilidade na região.

Belgrado recebeu como “decepcionante” essa decisão, e em resposta, expulsou a embaixadora montenegrina na Sérvia como uma medida “de arsenal diplomático”, embora tenha assegurado que não empreenderá sanções econômicas contra Podgórica.

Sérvia considera o Kosovo sua província e parte inalienável de seu território, e vê como uma violação do direito internacional sua independência, proclamada de forma unilateral em fevereiro.

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