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Milhares de bolivianos vão às ruas contra escassez de dólares e combustível

Dois grupos, um deles liderado por indígenas e outro por motoristas, marcharam separadamente, por várias horas, da cidade vizinha de El Alto até La Paz, sede do governo

Redação Jornal de Brasília

19/03/2025 21h09

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Mulheres indígenas do sindicato “Ponchos Rojos” marcham durante um protesto para exigir que o governo do presidente boliviano Luis Arce encontre uma solução para a falta de dólares e o desabastecimento de combustível em La Paz, em 19 de março de 2025. Marchas e bloqueios de ruas e avenidas ocorreram na quarta-feira nas cidades bolivianas de La Paz e a vizinha El Alto em protesto contra a escassez de dólares e combustível que o país sofre desde o ano passado, informou a AFP. (Foto de AIZAR RALDES / AFP)

Milhares de bolivianos saíram em passeata e bloquearam ruas nesta quarta-feira (19) nas cidades de La Paz e El Alto, contra a escassez de dólares e combustível.

Dois grupos, um deles liderado por indígenas e outro por motoristas, marcharam separadamente, por várias horas, da cidade vizinha de El Alto até La Paz, sede do governo.

O líder indígena Leonardo Quispe se queixava do preço da cesta básica. A inflação em 12 meses foi de 12,03% em janeiro, o nível mais alto desde 2008, segundo o governo.

“A falta de combustível nos prejudica bastante no campo”, reclamou Quispe, que prometeu pressionar o governo com “outras medidas” caso suas demandas não sejam atendidas.

A Bolívia enfrenta desde 2023 uma crise econômica decorrente da falta de dólar. O país quase esgotou suas reservas internacionais líquidas, que destina à importação de combustíveis para vendê-los no mercado interno a um preço subsidiado.

“Isso vem de longa data, o governo teve tempo suficiente para apresentar soluções”, disse Luis Chávez, que liderou o protesto dos motoristas.

Centenas de moradores se somaram às reivindicações e bloquearam as principais ruas de El Alto, onde fica o aeroporto internacional que atende La Paz.

Na semana passada, o governo de Luis Arce anunciou uma série de medidas para reduzir o consumo de combustível, como aulas remotas e a redução da frota do transporte público. Também afirmou que mais combustível será comprado.

Segundo dados da Defensoria do Povo, 66% dos postos do país estavam sem combustível nesta semana.

© Agence France-Presse

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