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Mundo

Menifestantes colombianos pedem a libertação de reféns e paz

Arquivo Geral

06/12/2011 16h51

Milhares de colombianos com camisetas brancas e bandeiras se manifestam por todo o país contra sequestros e violência, e pedem a liberdade de todos os reféns, com gritos que foram ouvidos em todas as praças.

“Unir-nos em uma só voz é o ponto central”, disse à agência Efe Gelber Rodríguez, do grupo organizador “Colombia Soy Yo”, ao explicar que o objetivo das manifestações é a exigência da liberdade imediata de todos os sequestrados e desaparecidos.

Esse grito pela liberdade, escutado em todas as praças onde aconteceram as manifestações, foi ouvido com mais força na Praça de Bolívar, em Bogotá, onde foi registrado o maior movimento e reunião de familiares dos sequestrados.

Neste local, esperaram desde o início da manhã os familiares inscritos na Associação Colombiana de Familiares de Membros da Força Pública Retidos e Libertados por Grupos Guerrilheiros (Asfamipaz), liderados pelo líder Marleny Orjuela.

“Estamos dizendo não ao resgate a sangue e fogo, e sim pela vida, a libertação dos sequestrados e a paz na Colômbia”, disse Orjuela à Efe, mensagem que recebeu o apoio de Patricia Trujillo Solarte, irmã do subintendente da Polícia Jorge Trujillo Solarte, sequestrado pela guerrilha das Farc em julho de 1999.

A irmã do policial pediu, além disso, a libertação de todos os sequestrados, mas sãos e salvos.

Johan Steven, filho do sargento maior do Exército José Líbio Martínez, assassinado em 26 de novembro pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) após quase 14 anos de cativeiro, liderou a marcha em Pasto, capital do departamento de Nariño.

Martínez foi executado pelas Farc junto com os policiais Edgar Yesid Duarte Valero, Elkin Hernández Rivas e Álvaro Moreno no meio de operações militares.

Estas execuções incentivaram a realização destas manifestações, que são reflexo do desassossego do povo colombiano com a violência e os sequestros.

Para o ex-sequestrado Sigifredo López, que recuperou a liberdade em fevereiro de 2009 após quase sete anos em poder das Farc, estas mobilizações são muito úteis “porque é uma forma de dizer aos violentos que rejeitamos suas ações”.

Em conversa com à Efe, López lembrou a esperança que sentiu com “o apoio dos colombianos através do rádio” e reconheceu que sua libertação aconteceu “graças à pressão do povo”.

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