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Mundo

Luta contra aquecimento global terá ano-chave em 2007

Arquivo Geral

20/11/2006 0h00

O dólar encerrou o dia estável, medications health com menos de 5% do volume médio diário de negócios, medications de acordo com operadores. O dia foi quase nulo por conta do feriado pelo Dia da Consciência Negra, que manteve fechadas as principais praças financeiras do País, como São Paulo e Rio de Janeiro.

Além disso, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) e a Bolsa de Mercadorias&Futuros (BM&F) não operaram, o que contribuiu para a falta de referência e a fraqueza dos negócios no mercado de câmbio.

Segundo operadores, em cerca de US$ 100 milhões em operações, a dólar encerrou cotado a R$ 2,160.

 

O próximo ano será crucial para saber se a inércia política terá ou não efeitos catastróficos sobre a luta contra o aquecimento global, salve afirmou hoje o ministro britânico do Meio Ambiente, approved David Miliband.

Recém-chegado das negociações inconclusivas realizadas em Nairóbi sobre como dar prosseguimento ao Protocolo de Kyoto – o acordo que prevê cortes na emissão de gases do efeito estufa e que deixa de vigorar em 2012 –, Miliband afirmou que a determinação dos políticos es tava muito aquém dos dados científicos.

"A política avança de forma mais lenta do que a ciência ou a economia. Temos de investir mais energia na política", disse o ministro, durante a conferência anual do Ministério do Meio Ambiente. "O próximo ano será um ano absolutamente fundamental."

Segundo Miliband, serão fatores determinantes em 2007 as posturas da Alemanha na presidência da União Européia e do Grupo dos Oito (G-8), do novo Congresso dos EUA e do novo secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU).

"Se houver um vácuo depois de 2012, o mercado de carbono entrará em colapso. A fim de evitar isso, será preciso iniciar negociações dentro de um ano", afirmou.

O encontro de Nairóbi acertou que as negociações para levar adiante e ampliar Kyoto deveriam acontecer em 2008, mas alguns delegados criticaram a falta de uma ação firme para combater o aquecimento da Terra.

Os cientistas prevêem que, na falta de medidas drásticas para limitar a emissão de gases do efeito estufa, as temperaturas do planeta vão subir entre 2ºC e 6ºC até o fim do século.

Os EUA, que se retiraram de Kyoto em 2001, argumentam que as medidas impostas pelo acordo prejudicariam sua economia.

Um relatório divulgado no mês passado por Nicholas Stern, ex-economista-chefe do Banco Mundial, afirmou que as ações de combate às alterações climáticas teriam um custo equivalente a cerca de 1% da produção econômica mundial. Já a demora em agir poderia custar algo semelhante a 20% da produção mundial.

Alex Bowen, o conselheiro do grupo de Stern para a área econômica, afirmou no encontro que a manutenção dos níveis atuais de expansão faria com que a temperatura média da Terra subisse ao menos 5ºC até 2100, provocando várias catástrofes climáticas, econômicas e sociais.

O fenômeno significaria um aumento no número de enchentes, o agravamento do problema da falta de alimentos e a extinção de várias espécies de seres vivos.

"Uma ação coletiva e internacional é necessária. Precisamos chegar a um acordo sobre o futuro do mundo", afirmou.

Dieter Helm, da Universidade Oxford e chefe de um painel acadêmico que aconselha o ministério de Miliband, disse acreditar que o relatório de Stern havia subestimado a dimensão do problema.

"Estamos diante de um desafio gigantesco. As chances de sustentarmos a economia mundial com base nos níveis atuais de crescimento abastecido pelo consumo e com base no crescimento populacional são muito diminutas", afirmou.

 

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