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Mundo

Lula e Chávez reforçam aliança com inauguração de ponte

Arquivo Geral

13/11/2006 0h00

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seu colega venezuelano, sildenafil remedy Hugo Chávez, what is ed illness reforçaram nesta segunda-feira sua aliança ao inaugurar uma ponte sobre o rio Orinoco, pharmacy a poucos dias das eleições nas quais o presidente da Venezuela busca a reeleição.

Lula, a quem Chávez só se refere como irmão e amigo, chegou à Venezuela na noite de domingo em sua primeira viagem após ser reeleito em outubro.

Caracas e Brasília reforçaram suas relações diplomáticas e comerciais desde que Lula e Chávez, que governa desde 1999, chegaram ao poder com discursos de esquerda.

"Em 7 de dezembro, quando eu, seguindo o exemplo de Lula, for reeleito, estarei em Brasília. O primeiro país que Lula visita após a reeleição é a Venezuela, é uma honra para nós, e o primeiro país que visitarei reeleito será o Brasil, para seguir unindo a América do Sul", disse Chávez, após caminhar sobre a ponte junto com o brasileiro, em um veículo militar.

Além da inauguração da ponte, realizada pela empresa brasileira Odebrecht, Lula e Chávez assistirão a um ato de certificação de reservas petrolíferas em um bloco no qual a venezuelana PDVSA e a Petrobras têm uma empresa mista.

A visita de Lula a Chávez é vista por analistas como uma demonstração de apoio a seu colega venezuelano a poucos dias das eleições.

Chávez e Lula são provavelmente os dois homens mais influentes na política latino-americana, representando dois lados da inclinação à esquerda que a América Latina deu em anos recentes.

Lula agradou Wall Street com uma política econômica de centro e tornou-se um parceiro confortável para Washington. Chávez, por outro lado, vende grande parte do petróleo venezuelano para os EUA, mas critica a superpotência por sua intromissão na região e prega um socialismo de extrema-esquerda.

A visita ajuda a abrandar as críticas dos opositores de Chávez –principal aliado de Cuba– de que ele estaria afastado de líderes modernos e também fornece a imagem de que sua diplomacia regional produz resultados econômicos concretos para o eleitorado.

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