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Lula e Cavaco exaltam vitalidade do português ao entregar Camões

Arquivo Geral

19/05/2010 17h29

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o seu colega de Portugal, Aníbal Cavaco Silva, exaltaram hoje a vitalidade da língua portuguesa ao entregar juntos o prêmio Camões ao cabo-verdiano Arménio Vieira.

Cavaco ressaltou a projeção “global” do idioma que prova o caráter internacional de muitos de seus escritores e exortou às nações que falam português a estreitar laços e “lutar para que a língua portuguesa obtenha o estatuto a que tem direito nas instâncias internacionais”, em uma aparente alusão às Nações Unidas.

Lula, que tinha chegado a Lisboa pouco antes para se reunir com Cavaco e participar de uma cúpula bilateral com o primeiro-ministro José Sócrates, ressaltou a figura de Vieira e sua importância nas letras portuguesas.

Aos 69 anos, o jornalista e escritor de Cabo Verde é autor de vários livros e poemas. Ao receber o prêmio Vieira lembrou às grandes figuras da literatura em português, como Luís de Camões e Fernando Pessoa.

O Camões foi criado em 1988 pelos Governos do Brasil e Portugal e é entregue a cada ano em um dos dois país, sendo atribuído por um júri de personalidades de língua portuguesa.

Na edição anterior, celebrada em 2008, o prêmio ficou com João Ubaldo Ribeiro. Entre as pessoas que já ganharam o prêmio estão José Saramago, Jorge Amado, Miguel Torga, João Cabral de Melo Neto, Rubem Fonseca, António Lobo Antunes e Eduardo Lourenço.

Cavaco ressaltou hoje o “capital extraordinário” que o idioma luso representa para a Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), que agrupa o Brasil, Portugal e suas antigas colônias na África e no Pacífico.

O presidente português ressaltou que pela primeira vez o Camões recai sobre um escritor cabo-verdiano em um reconhecimento a toda sua obra.

Na cerimônia de entrega do Camões estiveram presentes, entre outras personalidades, o primeiro-ministro José Sócrates e os ministros de cultura de Portugal, Gabriela Canavilhas, e do Brasil, Juca Ferreira.

Lula, que só permanece seis horas na sua visita a Lisboa, já fez uma breve reunião com Cavaco e examina com Sócrates os projetos de cooperação econômica entre os dois países.

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