A polícia indiana apresentou acusações de conspiração contra o karmapa (líder espiritual da ordem Karma Kagyu) Ogyen Trinley Dorje, a terceira maior autoridade tibetana no exílio, após a descoberta de US$ 1,3 milhão em seu mosteiro em janeiro, informou nesta quinta-feira (8) uma fonte das forças de segurança.
A superintendente Sumedha Diwedi argumentou que o “karmapa” sabia de todos os detalhes sobre o dinheiro que foi encontrado, visto que é responsável pelo templo, situado nos arredores da localidade de Dharamsala, no norte da Índia.
Além de Ogyen Trinley Dorje, a polícia apresentou nesta quinta-feira acusações contra outras nove pessoas, incluindo um ajudante do monge. O tribunal deve agora decidir se considera o caso procedente.
Pessoas próximas ao líder espiritual argumentam que o dinheiro foi coletado por meio de doações feitas por seguidores, segundo a imprensa local.
O karmapa foi preso em janeiro com uma elevada soma de dinheiro e posteriormente a polícia encontrou cerca de 70 milhões de rúpias (US$ 1,3 milhão) em 20 moedas diferentes em buscas realizadas no seu mosteiro.
De acordo com as investigações, o dinheiro encontrado ia ser utilizado supostamente para comprar terrenos em nome dos funcionários do local.
Ogyen Trinley Dorje, líder da ordem Karma Kagyu, uma das quatro ramificações do budismo, fugiu de Tibete há 11 anos e foi visto com receio por parte da comunidade budista e dos serviços secretos indianos desde que se exilou, devido aos seus supostos contatos com a China para ajudar Pequim a controlar os mosteiros budistas do norte da Índia.
Em Dharamsala vivem milhares de refugiados tibetanos, incluindo o próprio dalai lama, principal líder espiritual do budismo.