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Mundo

Karzai pede destruição dos "santuários" no Paquistão após vazamento

Arquivo Geral

29/07/2010 9h53

O presidente afegão, Hamid Karzai, pediu hoje aos membros estrangeiros que “reconsideram suas políticas” na região e destruam os “santuários dos terroristas” no Paquistão, à luz do recente vazamento de documentos classificados americanos.

Em entrevista coletiva em Cabul transmitida pela televisão estatal, o presidente considerou que se os mais de 90 mil relatórios publicados pela organização Wikileaks propiciam uma “mudança” na forma como se livram da guerra.

“Estes documentos provam que o Afeganistão estava certo sobre a causa da guerra neste país”, declarou, em alusão ao suposto apoio dos serviços secretos paquistaneses (ISI) aos talibãs afegãos e outros grupos insurgentes, refletido em alguns dos relatórios.

“Nós (os afegãos) não temos o poder para ir e destruir os santuários dos terroristas, mas nossos membros internacionais o têm. Após o vazamento dos documentos, espero que reconsiderem suas políticas”, disse, sem aludir explicitamente ao Paquistão.

Karzai, quem tachou de “extremamente irresponsável” a aparição de nomes de informantes afegãos nos papéis, disse que o Governo já conhecia os dados divulgados nos documentos e havia alertado a respeito.

Nos últimos dias, responsáveis governamentais já tinham mostrado satisfação pela publicação de alguns relatórios que revelam contatos do ISI com os talibãs ou com a rede fundamentalista Haqqani, já que a postura oficial afegã é que seu país é vítima das redes fundamentalistas assentadas do outro lado da fronteira.

A Administração de Barack Obama nos Estados Unidos intensificou os ataques de mísseis a partir aviões não-tripulados sobre supostos alvos insurgentes no cinturão tribal paquistanês na fronteira com o Afeganistão, uma zona na qual o Exército do Paquistão tem em andamento várias operações antitalibãs.

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