Um tribunal da cidade australiana de Brisbane adiou a audiência para estudar a concessão de liberdade sob fiança a Muhamed Haneef, dosage médico indiano acusado hoje formalmente de prestar apoio a uma organização terrorista.
A decisão ficou para segunda-feira, quando a detenção de Haneef completará duas semanas. O tribunal adiou a decisão devido à complexidade do caso e à grande quantidade de documentos que a Polícia deve estudar, explicou juíza Jacqui Payne.
Os investigadores dispõem de uma grande quantidade de material digital, que está sendo analisada por mais de 300 advogados e agentes, disse em entrevista coletiva o chefe da Polícia Federal, Mick Keelty.
Haneef foi detido em 2 de julho, por suposto apoio a Kafeel Ahmed, suspeito de ter lançado um carro cheio de explosivos contra o aeroporto de Glasgow, e a Sabeel Ahmed, médico detido em Liverpool em relação com o mesmo caso.
O médico indiano é primo dos dois. Ele compartilhou uma casa em Liverpool (Reino Unido) com Kafeel durante dois anos, segundo a imprensa australiana. Haneef, de 27 anos, cometeu a “imprudência” de dar seu cartão telefônico a um dos detidos no Reino Unido, e por isso foi acusado hoje de “prestar apoio inconsciente a uma organização terrorista”, disse Keelty.
O chefe de Polícia explicou que “a acusação é de imprudência e não intenção”. Haneef pode ser condenado a até 15 anos de prisão. O suspeito trabalhava no Hospital de Gold Coast, em Queensland. Ele foi detido quando tentava pegar um avião para supostamente visitar a sua mulher, que tinha dado à luz na Índia.