O Japão elogiou o acordo para troca de urânio acertado por Brasil e Turquia com o Irã, mas ressaltou que a situação continua sendo grave já que Teerã se reserva o direito de seguir enriquecendo urânio a 20%.
Segundo informou hoje o Ministério japonês de Exteriores, o chefe da diplomacia japonesa, Katsuya Okada, falou na quinta-feira com seus colegas do Brasil e Turquia, Celso Amorim e Ahmet Davutoglu, aos quais manifestou seu respaldo ao acordo para o manejo de urânio iraniano.
Amorim e Davutoglu, por sua parte, asseguraram a Okada que o pacto oferece a oportunidade de resolver o conflito com o Irã pela via diplomática, informaram fontes de Exteriores citadas pela agência local “Kyodo”.
O acordo, fechado na segunda-feira passada, estabelece que o Governo de Teerã enviará à Turquia seu urânio pouco enriquecido em troca de receber no prazo de um ano combustível nuclear para seu reator científico.
Os Estados Unidos, embora tenham reconhecidos os esforços do Brasil e da Turquia, apresentaram nesta terça-feira ao Conselho de Segurança uma proposta para endurecer as sanções já existentes contra o Irã por seu programa nuclear.
A iniciativa de Washington conta com o respaldo de França, Reino Unido e Alemanha, além do decisivo apoio de Rússia e China, inicialmente reticentes a castigar a Teerã por suas atividades nucleares.
Okada assegurou a seus colegas do Brasil e Turquia que o Japão acompanhará o assunto de perto, e o tema deve ser discutido nesta sexta-feira, com a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, em um encontro em Tóquio.
A visita-relâmpago de Hillary ao Japão, de pouco mais de três horas, será a primeira escala de uma viagem pela Ásia que a levará também a China e Coreia do Sul.