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Japão aumenta medidas de emergência nuclear após acidente de Fukushima

Arquivo Geral

04/04/2011 20h46

A Agência de Segurança Nuclear do Japão (Nisa) começou a elaborar medidas de emergência nuclear por causa dos graves danos sofridos na usina de Fukushima pelo terremoto de 11 de março, que incluem a construção de novos muros de contenção de tsunami e portas herméticas.

Em um documento entregue nesta segunda-feira à imprensa na sede da Agência Internacional de Energia Atômica (Aiea), a Nisa propõe a prevenção de desastres como o de Fukushima antecipando a altura das ondas de um tsunami de grandes proporções.

Koichiro Nakamura, subdiretor da NISA, explicou à imprensa que os muros de contenção em Fukushima foram concebidos para frear um maremoto de sete metros de altura, mas as ondas de 11 de março superaram os 14 metros.

Acrescentou que, no futuro, a Nisa verificará as medidas tomadas para melhorar a segurança das usinas atômicas no Japão.

A Nisa anunciou que se esforçará para “compreender todos os aspectos do acidente, incluindo o mecanismo inicial do tsunami que assolou a região, e analisará a situação para tomar medidas de correção drásticas e fundamentais”.

O catálogo de medidas também prevê evitar danos ao núcleo do reator e às piscinas que contêm o combustível usado e altamente radioativo, entre outros, mediante fontes alternativas de abastecimento elétrico e usando água do mar para refrigeração, uma técnica aplicada com pouca eficiência em Fukushima.

O documento também inclui a construção de muros de contenção em centrais localizadas no litoral, suficientemente altos para impedir a entrada de água do mar, assim como de portas herméticas nas instalações da usina.

A falha do sistema de refrigeração dos reatores e dos alternadores de gasóleo de reserva, que só funcionaram uma hora após o devastador efeito de “tsunami”, deverá ser corrigido no futuro com outros geradores adicionais refrigerados por ar, além de motores que movimentem bombas de água do mar.

Segundo a agência japonesa, as companhias elétricas deverão tomar estas medidas de emergência, que serão verificadas por inspeções da Nisa, para evitar possíveis danos ao núcleo do reator devido ao corte de fluído elétrico por um tsunami e prevenir, assim, um possível desastre nuclear. 

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