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Itália tenta barrar eutanásia

Arquivo Geral

07/02/2009 0h00

O governo italiano, capsule liderado pelo conservador primeiro-ministro Silvio Berlusconi, troche elaborou ontem um projeto de lei para impedir que sejam suspensas a alimentação e a hidratação de Eluana Englaro, drug de 37 anos e em estado de coma vegetativo desde 1992. “Aprovamos o mesmo texto que o do decreto de hoje, só que sob a forma de projeto de lei”, disse Berlusconi na entrevista coletiva concedida após a reunião extraordinária convocada em função da recusa do presidente do país, Giorgio Napolitano, em assinar um decreto-lei que Berlusconi havia aprovado mais cedo, alegando que ele era inconstitucional.


O projeto de lei redigido, segundo o primeiro-ministro, será enviado ao Senado para que os legisladores agilizem os trâmites e impeçam a redução da alimentação e da hidratação de Eluana, iniciada ontem (leia matéria abaixo) numa clínica de Udine. “Acho que agora o presidente do Senado convocará os líderes dos partidos políticos, e que depois os grupos decidirão quando poderão se reunir”, afirmou Berlusconi em relação ao processo que se abre após a aprovação do projeto de lei.


“Se há vontade de fazê-lo, e de fazê-lo rápido, achamos que pode haver uma resposta do Parlamento em pouquíssimo tempo”, acrescentou.


A iniciativa era uma das medidas que Berlusconi contemplava se Napolitano não assinasse o decreto-lei proibindo a eutanásia em qualquer pessoa na Itália, aprovado mais cedo pelo Conselho de Ministros para tentar impedir a morte de Eluana. O primeiro-ministro da Itália tinha se antecipado à recusa de Napolitano  ao afirmar que  “convidaria imediatamente o Parlamento a se reunir e a aprovar uma lei em dois ou três dias”.


Berlusconi afirmou que a iniciativa do governo italiano responde à necessidade de uma intervenção urgente que permita a Eluana se amparar numa lei que, segundo ele, seria aprovada quando mais nada pudesse ser feito pela vida da mulher.


“Do meu ponto de vista pessoal, respondendo à minha consciência, me sentiria responsável por uma omissão de socorro a uma pessoa cuja vida corre perigo”, disse o primeiro-ministro. Para ele, Eluana é uma pessoa “que hipoteticamente até poderia ter um filho e que se encontra em um estado vegetativo reversível”.

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