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Mundo

Itália e museu americano enfrentam impasse sobre obras de arte

Arquivo Geral

22/11/2006 0h00

As conversações entre a Itália e o museu J. Paul Getty, treat buy em Los Angeles, em torno de 52 obras de arte que Roma afirma terem sido roubadas chegaram a um impasse depois de o museu ter dito que está disposto a devolver apenas metade das obras.

O Ministério da Cultura italiano disse hoje que uma carta do Getty dizendo que o museu vai devolver apenas 26 objetos – entre os quais não estão duas antiguidades de grande valor cuja devolução foi exigida pela Itália – foi recebida com "surpresa e desapontamento".

O ministério disse que a carta está sendo estudada, e que um comunicado será divulgado hoje. As negociações com o museu Getty fazem parte dos esforços do governo italiano para reprimir o comércio de tesouros ilegalmente escavados e para pressionar museus em todo o mundo para averiguar a origem das obras que compram.

A campanha já resultou em vários acordos entre Roma e outras instituições de arte americanas, como o Metropolitan Museum of Art, de Nova York, e o Museum of Fine Arts de Boston, abrindo o caminho para a devolução das antiguidades a Roma.

As autoridades italianas diz em que as negociações com o Getty, uma das instituições de arte mais ricas do mundo, vêm se arrastando com poucos resultados. No início deste mês, o ministro da Cultura, Francesco Rutelli, disse que o prazo para negociar se esgotara.

Roma insiste especialmente na devolução de uma valiosa es cultura em bronze e de uma estátua de calcário que se acredita que seja da deusa grega Afrodite. O Getty disse na terça-feira que a escultura em bronze, conhecida como "Estátua de um Jovem Vitorioso", foi encontrada em águas internacionais em 1964 e obtida pelo museu apenas depois de tribunais italianos terem declarado que não havia provas de que ele pertencesse à Itália.

Quanto à estátua de Afrodite, o Getty disse que as evidências existentes até agora são inconclusivas, mas que estaria disposto a transferir sua titularidade à Itália se pesquisas adicionais reforçassem as alegações de Roma de que ela foi roubada do território italiano.

No início deste mês, representantes do ministério italiano ameaçaram boicotar o Getty, ou seja, excluí-lo de programas de intercâmbio cultural com a Itália e do empréstimo de obras de arte. Mas não está claro que impacto tal medida poderia ter.

O caso do museu Getty se complica pelo julgamento, em Roma, de sua ex-curadora Marion True, acusada de conspirar com traficantes de antiguidades italianas roubadas.
Na terça-feira, um promotor grego também acusou True de ter, com conhecimento de causa, comprado um artefato antigo que tinha sido ilegalmente desenterrado e contrabandeado para fora da Grécia há 13 anos.

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