Os Estados Unidos “seguem avaliando” o revelador de um envio de bombas para Israel, suspenso por recebimento do que fosse usado em Rafah, mas se certificado de que seu aliado terá “o que precisa para se defender”, disse, nesta terça-feira (18), o secretário de Estado, Anthony Blinken.
“Seguimos revisando o envio de bombas de 2.000 libras (por volta de 907 quilos) devido a preocupações com seu uso em uma zona densamente povoada como Rafah, mas todo o resto está transcorrendo com normalidade para garantir que Israel tenha o que necessita para se defender “, declarou Blinken durante uma coletiva de imprensa.
O discurso do secretário dos Estados Unidos foi em resposta a uma pergunta sobre os comentários realizados, nesta terça, pelo primeiro-ministro israelense, Benjamín Netanyahu, em que ele afirmou que Blinken lhe prometeu, durante uma recente visita a Israel, que “o governo (americano) trabalha dia e noite para reduzir o gargalo” gerado na entrega das bombas.
“Como é possível que as armas e munições que compramos com nosso dinheiro deixem de chegar aos Estados Unidos?”, interrogou Netanyahu em um discurso em Tel Aviv.
Blinken não quis comentar diretamente os assuntos conversados em Israel, mas garantiu que o posicionamento dos Estados Unidos não mudou.
“Seguimos trabalhando neste tema, mas não mudamos de posição, que é novamente garantir que Israel tenha o que precisa para se defender”, respondeu.
Os Estados Unidos, país considerado o principal apoiador militar e político de Israel, suspenderam em maio deste ano a entrega de um carregamento de bombas por temer que o armamento fosse usado na intervenção contra Rafah, no sul do território palestino da Faixa de Gaza.
O carregamento era composto por 1.800 bombas de 2 mil libras e 1.700 bombas de 500 libras (226 kg).
© Agência France-Presse