O primeiro-ministro israelense, about it information pills Ehud Olmert, patient order rejeitou neste domingo a resolução da Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) que deplorou o ataque letal da artilharia de Israel contra Gaza. O premiê afirmou que a assembléia deveria direcionar suas críticas aos militantes palestinos.
A assembléia aprovou na sexta-feira com ampla maioria a moção de países árabes sobre o ataque de 8 de novembro que matou 19 civis na cidade de Beit Hanoun. A resolução pede também uma investigação da ONU e uma retirada imediata das tropas de Israel da Faixa de Gaza.
"Não tenho dúvidas de que não é Israel que deveria estar respondendo perguntas sobre danos a civis, click principalmente depois que manifestamos nosso profundo pesar sobre os danos", disse Olmert aos membros de seu gabinete.
Ele disse que homens armados palestinos e grupos que lançam foguetes são culpados pela violência em Gaza. Olmert disse que eles "atacam civis como política consistente e metódica, sem que aqueles que pregam moralidade e reviram os olhos (em atitude de desprezo) considerem necessário condená-los".
Israel saiu de Gaza em 2005, depois de 38 anos de ocupação, mas retomou ações militares depois que grupos palestinos – e algumas facções que defendem a destruição do país – seqüestraram um soldado em junho e intensificaram os salvos de foguetes.
Desde o reinício da ofensiva militar, cerca de 350 palestinos foram mortos, sendo cerca da metade civis, e quatro israelenses morreram – três deles soldados.
A barragem contra Beit Hanoun, que Israel afirma ter sido erro técnico, provocou protestos globais.
O Catar, único membro árabe do Conselho de Segurança da ONU, propôs uma resolução que condenava Israel, mas a proposta foi vetada pelos EUA.
Segundo a Rádio Israel, a ministra do Exterior, Tzipi Livni, disse que a resolução de sexta-feira, que é simbólica, mostrou que as nações pró-palestinos perderam força depois do veto norte-americano no Conselho de Segurança.
Mas o chefe do maior bloco islâmico do mundo, a Organização da Conferência Islâmica, disse no sábado que o voto da ONU demonstrou que países muçulmanos têm influência e que deveriam usá-la para impedir que Israel atue como um "país acima da lei".
A resolução da Assembléia Geral da ONU pediu o fim imediato de todos os atos de violência, tanto do lado palestino quanto do lado israelense, e pede para o secretário-geral Kofi Annan estabelecer uma missão para investigar o ataque em Beit Hanoun.
Autoridades israelenses não comentaram de imediato se vão cooperar com uma investigação. Israel acusa há tempos a Assembléia Geral, onde países emergentes costumam votar em blocos, de ser contra o país.
"Não tenho certeza se Israel vai cooperar. Não precisamos da ONU para checar o que aconteceu", disse Dan Gillerman, embaixador de Israel nas Nações Unidas, em entrevista no sábado.
Na cidade de Sderot, no sul de Israel, foguetes palestinos disparados de Gaza feriram três pessoas neste domingo, uma delas com gravidade, disseram autoridades médicas e moradores.
Políticos de direita pediram para o governo realizar uma grande ofensiva contra grupos armados em Gaza. Os foguetes mataram uma mulher e feriram outros moradores na última quarta-feira.
Olmert disse que os foguetes não podem ser parados "de uma vez", aparentemente descartando uma grande ação militar.
Mas o ministro da Defesa, Amir Peretz, disse neste domingo que Israel vai atingir os palestinos responsáveis pelos disparos.
"Quem tenta nos atingir vai pagar caro. Não há acordo sobre isso", disse Peretz a repórteres.