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Mundo

Israel entrega lista de produtos que podem entrar em Gaza para ANP

Arquivo Geral

17/06/2010 15h28

Israel entregou hoje à Autoridade Nacional Palestina (ANP) uma lista de alimentos e outros produtos de usos civis que poderão entrar na Faixa de Gaza, disseram fontes oficiais israelenses.

Alguns dos produtos incluídos na lista foram aprovados nos últimos meses como parte de uma decisão ministerial destinada a aliviar o bloqueio à faixa palestina, controlada pelo movimento muçulmano Hamas há três anos.

O responsável de Coordenação das Atividades do Governo israelense nos territórios ocupados palestinos (COGAT, na sigla em inglês), Gay Inbar, explicou à Agência Efe que atualmente “não há nenhum alimento que não esteja autorizado de entrar em Gaza”.

“Notificamos à ANP que desde hoje não vai haver nenhuma restrição aos produtos alimentícios. Também será autorizada a entrada de outros artigos por meio de organizações internacionais ou do setor privado, como material educacional, equipamento de cozinha, brinquedos e móveis”, disse.

O COGAT é dependente do Ministério da Defesa israelense e responsável pela administração dos assuntos da população civil nos territórios ocupados, e o contato com as autoridades palestinas e organismos internacionais.

Inbar ressaltou que a entrada de produtos nos territórios “não se trata de uma decisão nova que ocorre por causa da frota e das pressões internacionais, mas que começou há meses e hoje podemos dizer que foi completada”.

Ismail al Ashkar, dirigente do Hamas em Gaza, disse à Efe que o anúncio “não tem nenhum sentido e faz parte da propaganda do Governo israelense para pôr fim à pressão que o mundo exerceu depois do ataque à frota” em águas internacionais no dia 31 de maio.

Saeb Erekat, chefe negociador palestino e assessor do presidente da ANP Mahmoud Abbas, disse que a decisão israelense é “insuficiente” e que apesar dela “o bloqueio ilegal imposto sobre os palestinos continua”.

“Ou Israel levanta totalmente o bloqueio ou continuará violando a legalidade internacional e a moral mais básica”, afirmou Erekat em comunicado.

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