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Mundo

Israel diz que está disposto a entregar Jerusalém Oriental aos palestinos

Arquivo Geral

01/09/2010 12h31

O ministro israelense da Defesa, Ehud Barak, afirmou que Israel está disposto a entregar aos palestinos Jerusalém Oriental, e que o ataque de ontem com o saldo de quatro colonos judeus não impedirá a nova negociação de paz.

Em entrevista publicada hoje no jornal “Ha’aretz”, Barak assegura que as negociações diretas que estão sendo realizadas em Washington – as primeiras entre as duas partes em quase dois anos -, estarão baseadas no princípio de “dois Estados para duas nações”.

 

O objetivo do novo processo de paz é “colocar fim ao conflito e a possibilidade de qualquer reivindicação futura”, e para isso as partes devem negociar todos os considerados “aspectos cruciais” do conflito regional, sustentou o ministro da Defesa.

Entre esses “aspectos cruciais”, Barak cita a segurança israelense, a delimitação das fronteiras do Estado palestino, uma solução para o problema dos refugiados e a questão da disputa por Jerusalém, para muitos o ponto nevrálgico do conflito na região.

“Jerusalém Oeste e 12 bairros judeus, onde vivem 200 mil pessoas, serão nossos. Os bairros árabes, onde vivem cerca 250 mil pessoas, serão seus”, diz Barak, que acrescenta que “um regime especial regerá a antiga cidade”, a parte mais disputada de Jerusalém e que abriga o Muro das Lamentações e a chamada Esplanada das Mesquitas.

Incluído a regra sobre Jerusalém Oriental – onde os palestinos exigem fixar a capital de seu Estado independente – o plano exposto hoje pelo ministro da Defesa de Israel é muito similar ao negociado em 2000 na cúpula de Camp David, quando Barak era chefe de Governo e que fracassou por sua rejeição ao retorno de todos os refugiados palestinos desde a criação em 1948 do Estado de Israel.

Sobre o ataque perpetrado ontem por milicianos do Hamas, e no qual morreram quatro colonos judeus em Hebron (Cisjordânia), o titular israelense de Defesa afirma que “é um incidente muito sério”, e considera que é “uma tentativa de impedir o início da negociação”.

Barak adverte, no entanto, que o ataque “não pode atingir os abalar o esforço nas negociações de paz”.

Segundo o mediador americano George Mitchell, o processo de negociação direta que começa hoje em Washington nasce com o propósito de alcançar um acordo de paz no prazo de um ano.

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