A aviação militar israelense bombardeou nesta madrugada seis pontos da faixa de Gaza em resposta à morte ontem, em Israel, de um imigrante tailandês por um foguete lançado da faixa por um grupo palestino ligado à Al Qaeda, informou o Exército israelense.
Ainda não se sabe se o ataque causou vítimas. Os bombardeios tinham como alvo dois túneis cavados a um quilômetro da fronteira com Israel para invadir o Estado judeu, segundo o exército.
Também foram atacados três túneis de contrabando entre Gaza e Egito e um local onde eram fabricados foguetes Qassam, feitos a partir de encanamentos.
O Exército israelense advertiu que “não vai tolerar tentativas de causar danos aos cidadãos e soldados” do país, e considerou o movimento islamita Hamas como “o único responsável por manter a calma” em Gaza, território que governa.
À noite, milícias palestinas lançaram um segundo foguete que caiu no meio do deserto de Neguev, sem causar feridos ou danos materiais.
A autoria do primeiro ataque foi reivindicada pelas Brigadas Ansar al-Sunna, um novo grupo ligado à rede terrorista Al Qaeda.
Foi a primeira morte por foguetes desde que, há mais de um ano, terminou a ofensiva militar israelense em Gaza, conhecida como “Chumbo Fundido”, que matou 1.400 palestinos, a maioria civis, e treze israelenses.
A vítima foi um imigrante tailandês que trabalhava junto a dezenas de compatriotas em uma estufa do kibutz Moshav Netiv Há’asara, no norte do deserto de Neguev, quando houve o impacto.
As autoridades israelenses tinham prometido uma “resposta dura”.