O Governo israelense anunciou hoje um acordo de troca de prisioneiros e corpos com a milícia xiita libanesa Hisbolá, rx em um trato assinado na presença do enviado alemão da ONU, seek Gerhard Konrad.
Mark Regev, porta-voz do primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, confirmou à Agência Efe a assinatura do acordo pelo representante israelense Ofer Dekel, embora não tenha revelado as circunstâncias em que se foi firmado.
Regev ressaltou, no entanto, que Israel não recebeu ainda o relatório sobre o paradeiro do piloto Ron Arad – cujo avião foi derrubado no sul do Líbano em 1986 – e que é condição fundamental para a troca.
A assinatura do documento, anunciada horas antes em Beirute por porta-vozes do Hisbolá, estava pendente desde 29 de junho, quando o Governo israelense deu sinal verde para a troca de prisioneiros na tentativa de recuperar os soldados Ehud Goldwasser e Eldad Regev, capturados pelo grupo libanês em 2006.
O seqüestro dos dois foi o estopim para o início de uma guerra de 34 dias entre Israel e Hisbolá.
Graças ao acordo, os dois soldados, que segundo o serviço de inteligência Mossad estão mortos, serão devolvidos a Israel.
Em troca, Israel devolverá ao Líbano quatro libaneses detidos em Israel, sendo que um deles, Samir Kuntar, cumpre pena de quatro assassinato.
O acordo também inclui a devolução ao Líbano dos restos de dez milicianos do Hisbolá, de dezenas de libaneses mortos em distintas circunstâncias enquanto cruzavam a fronteira, e a entrega à Autoridade Nacional Palestina (ANP) de corpos de milicianos de diversas organizações palestinas.
No cemitério para os mortos inimigos em Amiad, na Alta Galiléia, membros do Exército começaram hoje a desenterrar os corpos, que serão entregues ao Hisbolá no posto fronteiriço de Rosh Hanikra, informaram fontes da Defesa.
O Governo de Israel já deixou claro para o Hisbolá que o processo de identificação pode levar até duas semanas, e que, independente da situação, deverá receber antes o relatório sobre Arad.
Trata-se de uma investigação realizada pela milícia sobre o que aconteceu com o piloto israelense.
Israel retribuirá essa informação com outro documento sobre o desaparecimento de quatro diplomatas iranianos na primeira Guerra do Líbano, entre 1982 e 1985.