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Irmandade Muçulmana anuncia acordo para "salvar revolução" no Egito

Arquivo Geral

22/06/2012 9h03

Vários grupos políticos, entre eles a Irmandade Muçulmana, devem fazer parte, nesta sexta-feira (22), de um protesto na Praça Tahrir, em Cairo, capital do Egito, para rejeitar as últimas decisões da Junta Militar que atualmente governa o país africano.

 

A campanha eleitoral de um dos membros da Irmandade, Mohammed Mursi, informou que será anunciado nesta sexta um “grande projeto para salvar a revolução egípcia”.

 

Segundo uma fonte ligada aos movimentos políticos, a iniciativa conta com o apoio de líderes expressivos, como o Nobel da paz Mohamed El Baradei e o islamita ex-candidato ao pleito, Abdel Moneim Abul Futuh, além de intelectuais e representantes de forças revolucionárias.

 

Enquanto isso, por meio do Facebook, o braço político da Irmandade Muçulmana, o Partido Liberdade e Justiça (PLJ), convidou os egípcios a participarem da manifestação para anular as recentes emendas constitucionais adotadas pela cúpula militar, que estabelecem prerrogativas aos militares.

 

Além disso, o PLJ solicitou que seja pedida a anulação da decisão da Corte Constitucional que invalidou a Assembleia do Povo ou Câmara Baixa do Parlamento. Entre os grupos que participam da concentração, também estão os partidos salafistas Al Nour e Construção e Desenvolvimento, além dos movimentos revolucionários 6 de Abril e Coalizão dos Jovens da Revolução.

 

Há três dias, diversos egípcios acampam na Praça Tahrir. O protesto desta sexta ocorre enquanto os egípcios esperam o anúncio dos resultados oficiais do segundo turno das eleições presidenciais pela Comissão Eleitoral nas próximas 48 horas.

 

Tanto Mohammed Mursi, da Irmandade Muçulmana, como o ex-militar Ahmed Shafiq, os dois candidatos presidenciais que se enfrentaram pelo primeiro turno no final de semana passado, se atribuem como vencedores das eleições. 

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