O ministro da Defesa iraniano, Ahmad Vahidi, negou hoje que seu país pretenda adquirir o sistema de defesa antimísseis russo S-300 através da Venezuela ou qualquer outro país.
No mês passado, a Rússia se negou a entregar o artefato defensivo ao regime iraniano, apesar de que o negócio estava fechado havia cinco anos, devido às sanções impostas pelo Conselho de Segurança da ONU.
Na segunda-feira, durante sua visita a Kiev, o presidente venezuelano, Hugo Chávez, que está agora em Teerã, anunciou que Caracas negocia a compra dos antimísseis.
“Não temos plano algum para adquirir as baterias S-300 através de outros países. São rumores sem fundamento”, afirmou o ministro, citado pela agência local de notícias “Fars”.
Nos últimos dias, a imprensa internacional tinha especulado sobre a possibilidade de que o Irã estivesse tentando conseguir o sistema defensivo através de países aliados, como a Venezuela e até a China.
No dia 22 de setembro, o presidente russo, Dmitri Medvedev, proibiu por decreto o fornecimento de armamento pesado ao Irã, em cumprimento da resolução 1929 do Conselho de Segurança da ONU.
O Irã criticou com dureza a decisão de Moscou ao assegurar o antimíssil não está incluído na resolução e advertiu o Kremlin que poderia entrar com ações legais.
A Rússia e o Irã assinaram em 2007 um contrato de venda de cinco S-300 por cerca de US$ 800 milhões, mas o Kremlin congelou a operação por motivos políticos, em meio à nova etapa de relações com os Estados Unidos.