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Irã diz que acordo para acabar com a guerra é uma ‘declaração de derrota dos Estados Unidos’

Redação Jornal de Brasília

24/06/2026 6h42

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Foto: Reprodução/X

O acordo alcançado entre Teerã e Washington para acabar com a guerra no Oriente Médio é uma “declaração de derrota dos Estados Unidos”, afirmou nesta quarta-feira (24) o principal negociador iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf.

“O memorando de entendimento de Islamabad não é resultado de pressão nem de coerção, e sim o resultado da resistência e da determinação da corajosa nação iraniana”, declarou Ghalibaf durante uma conferência em Baku (Azerbaijão), transmitida pela televisão iraniana.

“Por isso, o memorando de entendimento de Islamabad adquiriu o valor de uma declaração de derrota dos Estados Unidos”, acrescentou Ghalibaf, que também é presidente do Parlamento do Irã.

Os Estados Unidos têm várias bases militares nas monarquias do Golfo. Os países que abrigam as bases foram alvos de ataques com drones e mísseis iranianos durante a guerra, em represália aos bombardeios americanos e israelenses.

“Não vemos o futuro da região no confronto, e sim na interação”, declarou Ghalibaf, em um gesto que parece indicar uma aproximação dos países vizinhos do Golfo.

O principal negociador iraniano reiterou que a paz no Líbano constitui um ponto fundamental para alcançar um acordo definitivo com Washington.

“Para nós, o cessar-fogo no Líbano foi e continua sendo tão importante quanto o cessar-fogo no Irã. O fim da guerra no Líbano foi tão importante quanto o fim da guerra no Irã”, insistiu.

O Paquistão, país que atua como mediador, anunciou nesta quarta-feira que as conversações técnicas entre Estados Unidos e Irã serão retomadas “na próxima semana”.

“As conversações serão retomadas na próxima semana, acredito que na terça-feira”, declarou em entrevista coletiva Tahir Andrabi, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Paquistão, que também mencionou a possibilidade de que as negociações, cuja primeira rodada ocorreu no início da semana na Suíça, possam ser retomadas na próxima segunda ou quarta-feira.

AFP

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