Nove indonésios, que foram detidos em maio por se juntarem à flotilha de ajuda a Gaza, apresentaram nesta quarta-feira (29) uma denúncia contra o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, por supostos crimes contra a humanidade, informou seu advogado à AFP.
Estes nove indonésios faziam parte da Flotilha Global Sumud, interceptada por Israel e cujos membros foram detidos, alguns por vários dias.
O grupo pediu ao procurador-geral da Indonésia que investigasse Israel por crimes que incluem pirataria em alto-mar e crimes contra a humanidade, disse o advogado Kafin Muhammad.
“Apelamos ao procurador-geral da República da Indonésia que conduza uma investigação sobre os crimes supostamente cometidos pelo Israel sionista”, disse à AFP.
O advogado acrescentou que o Código Penal da Indonésia concede aos tribunais do país “jurisdição universal” sobre casos que envolvam crimes cometidos fora das suas fronteiras.
A denúncia menciona Netanyahu nominalmente como comandante-em-chefe de Israel, observou Kafin.
O processo inclui depoimentos dos voluntários sobre os abusos que dizem ter sofrido durante a sua detenção pelas autoridades israelenses, acrescentou.
Um porta-voz da Procuradoria-Geral da República não respondeu a um pedido de comentários da AFP.
O tratamento dado por Israel aos ativistas da flotilha provocou indignação internacional depois que um ministro israelense divulgou um vídeo dos detidos sendo forçados a se ajoelhar com as mãos amarradas nas costas.
AFP