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Homem é condenado à prisão perpétua após estuprar filhas por quase 30 anos

Arquivo Geral

26/11/2008 0h00

A justiça britânica impôs uma pena de 25 prisões perpétuas a um homem que estuprou e maltratou durante quase 30 anos suas duas filhas, link às quais engravidou em 19 ocasiões.


A imprensa britânica divulga hoje os detalhes do processo judicial deste homem, side effects que já foi batizado de “Fritzl do Reino Unido” por causa dos pontos comuns com o aposentado austríaco acusado de prender e estuprar sua filha durante 24 anos.


O estuprador britânico, de 56 anos e cujo nome não pôde ser revelado à imprensa por razões legais, abusou de suas filhas em inúmeras oportunidades desde 1979 – quando a mais nova completou oito anos – até o fevereiro passado, quando as mulheres buscaram ajuda.


Destes abusos nasceram nove crianças, duas das quais morreram pouco após o parto, porém as vítimas sofreram dez abortos.


O agressor, que passará pelo menos 19 anos e meio em prisão e que não mostrou nenhum arrependimento por seus atos, reconheceu 25 estupros e quatro abusos sexuais, mas a Polícia calcula que uma das mulheres pode ter sido estuprada mais de mil vezes, publica o “Daily Mirror”.


O juiz do caso, Alan Goldsack, explicou que agora é necessário esclarecer a razão de os serviços sociais e de saúde terem falhado na hora de reconhecer e evitar os abusos.


Apesar das várias gestações, os funcionários do hospital nunca investigaram a razão de estas mulheres voltarem a ficar grávidas nem a identidade do pai das crianças.


O departamento de assuntos sociais de Sheffield estabeleceu uma investigação independente para esclarecer estas dúvidas e localizar os erros dos serviços públicos.


Em 1997, a Polícia empreendeu uma investigação após o irmão destas mulheres, que abandonou a casa com sua mãe por ser alvo da violência do pai, lhes falar de um possível incesto, mas nada aconteceu.


O agressor prendia as filhas em seus quartos quando saía da casa e lhes tinha proibido de fazer amizades com meninos ou de saírem sozinhas de casa.


A cada seis meses, a família mudava de domicílio nos condados de Yorkshire e Lincolnshire e o pai escolhia sempre locais solitários para não levantar suspeitas entre os vizinhos.



 

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