A secretária de Estado dos Estados Unidos, Hillary Clinton, exigiu hoje que o Governo do Paquistão realize “reformas” em seu sistema fiscal de forma a garantir que “as elites” do país contribuam para a reconstrução da nação após as inundações, como fazem os contribuintes de todo o mundo.
“Sei quão difícil é, mas é totalmente inaceitável que aqueles que têm meios no Paquistão não cumpram com sua parte para ajudar a sua gente”, assinalou Hillary em entrevista após reunião com a alta representante de Política Externa e Segurança Comum da União Europeia (UE), Catherine Ashton.
A secretária de Estado lembrou o importante “esforço” realizado por Estados Unidos e Europa, que concederam, respectivamente, cerca de US$ 388 milhões e US$ 450 milhões, para aliviar a situação do Paquistão após as devastadoras inundações que assolaram o país.
Para Hillary, o país deve fazer a sua parte impulsionando reformas tributárias e econômicas que facilitem a recuperação.
O encontro de Hillary com a alta representante da UE acontece na véspera da reunião, em Bruxelas, do grupo “Amigos de um Paquistão democrático”, durante a qual serão avaliadas as medidas de ajuda e planejada a reconstrução das regiões afetadas.
Para a autoridade americana, o encontro “reforçará a importância de uma resposta global à crise do Paquistão”, em momento no qual a passagem da situação de emergência à de reconstrução requer “mais ajuda”.
Além da situação humana, Hillary lembrou que Washington acredita que “a estabilidade no Paquistão é essencial na luta comum contra o terrorismo”.
Catherine, em coro, destacou a importância da colaboração entre a UE e os Estados Unidos neste âmbito e seu interesse em apoiar as instituições paquistanesas para fazer frente ao “extremismo”.