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Mundo

Hillary dá início formal a negociações de paz entre israelenses e palestinos

Arquivo Geral

02/09/2010 12h11

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, anunciou hoje em Washington a abertura formal das negociações entre israelenses e palestinos, congeladas há 20 meses.

“A decisão de sentar-se nesta mesa não foi fácil. Entendemos a suspeita e o ceticismo (…) agradeço a coragem e o compromisso”, disse Hillary entre o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, e o enviado especial americano George Mitchell.

“Para que não se sintam longe, peço que se unam a nós neste esforço (…) não podemos impor soluções, só os senhores podem tomar as decisões necessárias para alcançar acordo”, enfatizou Hillary.

A chefe da diplomacia americana pediu apoio da Liga Árabe para o avanço das negociações e resolver os empecilhos principais “em um ano”.

Hillary fez as declarações no salão Benjamin Franklin do Departamento de Estado, na qual, além de Netanyahu e Abbas, também estavam membros de suas respectivas delegações.

O relançamento das negociações, o primeiro encontro frente a frente de Netanyahu e Abbas, ocorre no meio de grande ceticismo de que vão surtir efeito, devido ao espiral de violência na Cisjordânia sob o comando do grupo extremista Hamas e a aparente determinação dos israelenses de continuar a construção de assentamentos judaicos.

De fato, embora os israelenses e palestinos tenham retornado hoje a conversar, persistem assimetrias em suas respectivas posições que, segundo os observadores, colocariam em risco qualquer possível acordo de paz na região.

Sobre a mesa estão os mesmos assuntos de sempre: definição de fronteiras de um eventual Estado palestino; a segurança israelense; o futuro de Jerusalém e o retorno de milhares de palestinos deslocados.

No curto prazo, no entanto, os palestinos consideram como um requisito indispensável para o êxito das negociações o assunto da construção de assentamentos judaicos na Cisjordânia.

Uma moratória a esses imóveis de colonos judeus na zona vence em 26 de setembro e os israelenses disseram que não a estenderão.

Na quarta-feira, com os EUA como mediador, o presidente Barack Obama pediu a Netanyahu e Abbas que aproveitassem a oportunidade para reiniciar negociações que permitam colocar um fim em décadas de conflito.

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