A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, afirmou hoje que as negociações diretas entre israelenses e palestinos “são absolutamente necessárias” e o único caminho para um acordo de paz justo e durável no Oriente Médio.
Em discurso pronunciado nesta noite perante a The American Task Force on Palestine, Hillary admitiu que não tem uma “fórmula mágica” para superar o ponto morto no qual estão as negociações diretas entre israelenses e palestinos. No entanto, ela considerou que, se os dois líderes estiverem comprometidos com o processo, um acordo será possível.
“Negociações não são fáceis, mas são absolutamente necessárias”, declarou a secretária. “Não há nada que substitua conversas tête-à-tête para conseguir um acordo que leve a uma paz justa e duradoura”.
“É o único caminho para cumprir as aspirações nacionais palestinas e a solução necessária de dois Estados”, ressaltou.
As negociações diretas de paz, relançadas em 2 de setembro em Washington, se estagnaram no dia 26 de setembro, quando Israel decidiu não prorrogar a moratória sobre construções nos assentamentos judaicos na Cisjordânia.
“Nossa posição acerca dos assentamentos é bastante conhecida e não mudou”, afirmou Hillary.
Ela aproveitou a ocasião para pedir novamente aos Estados árabes não somente respaldo à continuação das negociações e ao processo em si, mas também apoio financeiro à Autoridade Nacional Palestina (ANP).
A ANP, continuou Hillary, “precisa de um apoio financeiro maior, mais constante e precisa de mais recursos” para avançar e criar um futuro próprio.
Além disso, ela criticou “aqueles Estados na região que fornecem armas a grupos como Hisbolá e Hamas”, inimigos de Israel que contam com o apoio de Síria e Irã.
Por fim, a chefe da diplomacia americana pediu a libertação “imediata” do soldado israelense Gilad Shalit, mantido refém desde 25 de junho de 2006, após ser sequestrado por três milícias palestinas, entre elas a do movimento islâmico Hamas.