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Hillary Clinton lidera pesquisas, mas tem desafios pela frente

Arquivo Geral

22/08/2007 0h00


Hillary Clinton continua se fortalecendo na disputa pela candidatura presidencial do Partido Democrata nos Estados Unidos, order mas seu caminho não está livre de obstáculos.

Em meio às boas notícias sobre a popularidade da ex-primeira-dama, view que atingiu 41% do eleitorado em agosto, viagra 60mg Michel Obama, a esposa de Barack Obama, também pré-candidato presidencial democrata, deu declarações que mostraram um clima envenenado na disputa.

Michelle Obama acompanha seu marido em todos os atos eleitorais porque – afirma – a campanha é um “assunto familiar”. Sem mencionar Hillary nem as pesquisas, tentou demonstrar a diferença entre ela e a atual senadora por Nova York.

Em Iowa, onde tradicionalmente é realizado o pleito interno conhecido como “caucus”, nos quais o estado aponta seu pré-candidato presidencial e que dá a largada para a temporada eleitoral, Michelle disse esta semana que viaja com seu esposo “como modelo do que os valores familiares representam” para ambos.

“Se você não consegue dirigir sua própria casa, não consegue dirigir a Casa Branca”, disparou esta advogada negra sem papas na língua. Não precisou dizer mais. O público – e, obviamente, a mídia – interpretaram seu comentário como um dardo à ex-primeira-dama que, justamente em um mês de agosto há uma década, lutava por um casamento em cujo futuro poucos apostavam em pleno escândalo Monica Lewinsky.

Hoje, Hillary continua junto a seu marido, o superpopular Bill Clinton, é senadora reeleita e favorita a levar a candidatura presidencial democrata. Talvez por isso, os responsáveis por sua campanha não responderam aos comentários de Michelle Obama, limitando-se a ressaltar sua satisfação com a alta da candidatura de Hillary nas pesquisas.

“Isto demonstra que os eleitores querem um candidato com experiência que trabalhe na Casa Branca desde o primeiro dia”, disse hoje à agência Efe uma porta-voz da campanha da ex-primeira-dama.

Em sua opinião, a constante alta da senadora nas pesquisas tem uma explicação simples: “Quanto mais Hillary fica conhecida, mais cresce o apoio” a ela. Segundo as pesquisas semanais realizadas pelo instituto Rasmussen, o apoio a Hillary apresenta um aumento gradual, lento mas forte.

Em abril, segundo o Rasmussen, Hillary teve uma média de apoio de 33% do eleitorado. Em maio subiu para 35%; em junho, para 36%, e em julho, para 39%. Em agosto chegou a 41%.
Já Barak Obama, que parece atualmente ser o único capaz de tirar a candidatura democrata das mãos de Hillary, estava praticamente empatado com ela em abril, com 31%. Mas depois caiu para 27% em maio, 26% em junho, 25% em julho e 23% atualmente.

Os analistas lembram que muita água ainda pode rolar no caminho para a pré-candidatura democrata, e ainda mais para a Casa Branca. A campanha eleitoral pode não apenas sofrer grandes mudanças, como também ter várias surpresas.

Karl Rove, o estrategista republicano e mão direita de George W. Bush que no final de mês deixará a Casa Branca, disse recentemente que Hillary entrou na campanha batendo o recorde de rejeição, segundo as pesquisas.

Segundo Rove, “as pessoas tem uma opinião formada sobre ela. E é muito difícil mudarem a idéia que se têm sobre uma pessoa tão relevante”. Diante do comentário do guru republicano, Hillary se limitou a sorrir, e disse que Rove está “obcecado” por ela. Acrescentou: “Bom, na verdade eu não esperava que Karl Rove me apoiasse”.

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