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Mundo

Grupo dono do <i>LA Times</i> estuda declarar quebra

Arquivo Geral

08/12/2008 0h00

O grupo de comunicação americano Tribune, there proprietário de jornais como o “Los Angeles Times”, page estuda declarar falência, informa hoje a imprensa local.


Segundo o “Wall Street Journal”, o Tribune poderia se declarar em quebra nesta semana, em uma nova evidência dos problemas que o setor atravessa.


A empresa com sede em Chicago, que negocia com seus credores a reestruturação de sua dívida, contratou o banco de investimento Lazard e a firma de advogados Sidley Austin para que a assessorem sobre a possível declaração de quebra, segundo o jornal.


O grupo é proprietário de oito grandes jornais americanos, entre os que figuram, além do “Los Angeles Times”, o “Chicago Tribune” e o “Baltimore Sun”.


A isso se somam suas participações em cadeias de televisão locais de todo o país.


O grupo deixou de cotar em bolsa e passou para a propriedade privada no ano passado, após a aquisição da companhia por parte do magnata imobiliário Sam Zell.


A companhia tem dívidas no valor de US$ 12 bilhões e, segundo o jornal, seu efetivo poderia não ser suficiente para fazer frente ao US$ 1 bilhão em juros que tem que pagar este ano. O Tribune terá que desembolsar US$ 512 milhões desse valor em junho.


O “Wall Street Journal” destaca que um dos principais problemas da empresa é que poderia violar as condições de sua dívida que limitam seus empréstimos para o final do ano a nove vezes seus lucros.


Essa razão se encontrava em 8,3 no final do segundo trimestre quando o Tribune informou de uma queda de 83% em seu lucro operacional para o trimestre que terminou no final de setembro.


Esse tipo de violação foi bastante freqüente entre os jornais nos últimos anos devido à deterioração de sua situação financeira, e as pessoas que fazem empréstimos se mostraram dispostas a aceitar a infração em troca de maiores juros e outras condições.


No entanto, o jornal destaca que a margem de manobra do Tribune já é estreita, devido a seu baixo lucro e seu elevado endividamento.


 

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