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Grupo 5+1 terá reunião com o governo iraniano no dia 24 de julho em Instambul

Arquivo Geral

09/07/2012 18h14

Representantes do Grupo 5+1 terão novo encontro com o Irã no dia 24 de julho, em Istambul, na Turquia, para impulsionar as negociações sobre o programa nuclear do país após encontro técnico realizado na última semana. A nova rodada terá os “número 2” de ambas as partes: o subsecretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Ali Bagueri, e a subsecretária geral para Assuntos Políticos do Serviço Europeu de Ação Exterior, Helga Schmidt, segundo informou nesta segunda-feira, o porta-voz do Departamento de Estado dos Estados Unidos, Patrick Ventrell.

 

“O objetivo é examinar de novo como podemos eliminar as diferenças e estreitar posições, e como se pode impulsionar o processo”, disse Ventrell, em Washington. No último encontro, no dia 3 de julho, também em Istambul, analistas do chamado 5+1 (formado pelos membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU e Alemanha) ofereceram mais detalhes sobre suas propostas e analisaram questões técnicas, explicou o porta-voz.

 

A chefe da diplomacia europeia, Catherine Ashton, que representa ao Grupo 5+1 nas negociações divulgou na última semana que haveria uma nova reunião posterior a do dia 3, que por sua vez, sucedeu um encontro em Moscou, que acabou sem avanços. “A ideia é que o próximo passo seja um contato direto entre Ashton e (o chefe negociador iraniano, Said) Jalili, e depois provavelmente uma troca de cartas”, afirmou Ventrell.

 

A reunião do dia 3 em Istambul aconteceu dias depois que entrasse em vigor tanto o embargo petroleiro da União Europeia como as novas sanções dos Estados Unidos ao Irã, o que levou o Governo de Teerã a advertir que as negociações podem chegar a um “ponto morto” se Ocidente insistir em suas pressões.

 

Até agora, Irã se negou a renunciar a posse do urânio enriquecido a 20%, ponto que o 5+1 considera imprescindível para acabar com as sanções impostas. Além disso, os negociadores do Grupo 5+1 exigem a retirada do país do urânio já enriquecido e o fechamento da fábrica nuclear mantida dentro de uma montanha próximo da cidade santa de Qom. As negociações acontecem com a suspeita de várias potências internacionais, com os Estados Unidos a frente, de que o Irã oculta sob seu programa nuclear civil, outro de natureza clandestina e ambições bélicas, cujo objetivo seria a aquisição de armamento atômico, alegação que Teerã rejeita.

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